A saída de Pedro Henrique Espíndola do BBB 26 ganhou novos desdobramentos nos bastidores da Globo. Embora o vendedor ambulante tenha apertado o botão de desistência no domingo (18), a emissora passou a enquadrar o caso internamente como uma expulsão, adotando uma postura mais rígida do que a habitual.
Na prática, isso significa que Pedro não recebeu o mesmo tratamento reservado a desistências voluntárias em outras edições do reality. A decisão reflete a avaliação de que o episódio que motivou sua saída ultrapassou os limites previstos pelas regras do programa.
Nesta segunda-feira (19), a Globo oficializou a rescisão do contrato firmado com o ex-brother. Com o encerramento imediato do vínculo, ele perde o direito a qualquer pagamento, incluindo cachês ou valores proporcionais ao período em que esteve confinado.



Conduta foi classificada como “gravíssima” nos bastidores
Segundo informações do jornalista Gabriel Vaquer, da Folha de S.Paulo, a emissora entendeu que não se tratou de uma simples desistência. Internamente, a atitude foi enquadrada como uma “conduta inadequada gravíssima”, já que ocorreu após um episódio de assédio envolvendo Jordana Morais e diante da possibilidade concreta de expulsão.
Historicamente, participantes que deixam o BBB por vontade própria enfrentam sanções previstas em contrato, mas costumam ter negociações menos duras com o jurídico da Globo. Em alguns casos, como o de Lucas Penteado no BBB 21, o vínculo chegou a ser mantido. Com Pedro, o caminho foi outro.
Além do contrato ligado ao reality, a Globo também encerrou o acordo de representação comercial do ex-participante com a ViU, agência de influenciadores do grupo. O e-mail de contato para ações publicitárias foi removido de seus perfis após a notificação oficial.
A diretriz de tratar a saída como expulsão partiu diretamente da direção do programa. Durante a edição ao vivo de domingo, Tadeu Schmidt já havia alertado o público de que Pedro seria expulso caso não optasse pela desistência, reforçando a gravidade da situação.
