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Estudo explica como o café age no intestino e no cérebro

Saiba mais sobre os efeitos do café no humor e no estresse, incluindo benefícios para o microbioma intestinal
Café (foto Reprodução Redes Sociais)

Café (foto Reprodução Redes Sociais)

O prazer de saborear um cafezinho pode ter razões que transcendem uma tradição cultural. Uma pesquisa realizada na University College Cork, na Irlanda, chegou a essa conclusão. A pesquisa, a primeira a investigar minuciosamente a interação da bebida com o eixo intestino-cérebro, constatou que o café altera a composição das bactérias intestinais de formas que contribuem para a melhoria do humor e diminuição do estresse.

A pesquisa, publicada na revista científica “Nature Communications” no final de abril, demonstrou que o consumo regular de café, independentemente da presença de cafeína, molda o microbioma intestinal e exerce influência sobre o humor e os níveis de estresse.

Embora a bebida tenha sido historicamente associada a benefícios para a saúde digestiva e mental, as razões biológicas por trás desses efeitos não eram completamente compreendidas. Desta forma, os cientistas decidiram investigar especificamente como o café impacta o eixo microbiota-intestino-cérebro utilizando uma ampla gama de medições biológicas e psicológicas.

A pesquisa envolveu um período experimental que incluiu duas semanas de abstinência de café seguidas por uma fase de reintrodução gradual da bebida. Durante a fase inicial, os bebedores de café interromperam o consumo por duas semanas. Após o período de abstinência, o café foi gradualmente reintroduzido sem que os participantes soubessem se estavam bebendo café com cafeína ou descafeinado.

Investigação

A investigação foi feita com 62 participantes divididos em dois grupos: 31 pessoas que bebem café regularmente e 31 indivíduos que não consomem a bebida. No estudo, “bebedores de café” foram definidos como pessoas que tipicamente consomem de 3 a 5 xícaras de café por dia, nível considerado seguro e moderado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA).

Os participantes completaram avaliações psicológicas, registraram sua dieta e ingestão de cafeína, e forneceram amostras de fezes e urina para que os cientistas pudessem analisar mudanças nas bactérias intestinais e no estado emocional. Metade dos participantes recebeu  café descafeinado. Os outros consumiram café regular.

alfinetei

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