Recentemente, dermatologistas destacaram os cuidados necessários para manter a pele da região glútea saudável e uniforme, em uma tendência conhecida como bumbum care. O método busca prevenir problemas como manchas, ressecamento e foliculite, oferecendo à área a mesma atenção já aplicada ao rosto e ao corpo. As informações são do O Globo.
Segundo a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a procura por orientações e tratamentos para os glúteos cresceu nos últimos anos. “A procura por esse tipo de orientação e de tratamento aumentou nos últimos anos. Muitos pacientes se queixam de bolinhas, pelos encravados ou cicatrizes que atrapalham até na hora de usar roupas de banho. O bumbum care vem justamente para devolver saúde e uniformidade à pele dessa área, que muitas vezes é negligenciada”, afirmou Claudia Marçal.

Dermatologistas explicam como funciona o bumbum care e quais técnicas são indicadas
Claudia Marçal destacou que a região glútea demanda atenção especial por sofrer com atrito constante. “Esta é uma região que apresenta maior tendência ao surgimento de pequenas irregularidades na forma de microcômedos (bolinhas), pápulas e pústulas (bolinhas vermelhas com e sem pus) por ser uma região de grande atrito, com fricção constante causada pela peça íntima, que nem sempre é de algodão ou vestimenta mais justa e de tecido sintético. Muitas vezes, observamos estas lesões em toda a região com um quadro persistente e que provoca coceira e pode trazer pequenas manchas cicatriciais, além de contaminação secundária, causada por fungos e bactérias pela perda da integridade da pele”, explicou Claudia Marçal.
Para amenizar esses problemas, Claudia Marçal recomenda manter a área limpa, seca e livre de atrito. “O uso de sabonetes antissépticos e cremes com ação antibacteriana também auxilia no processo de cicatrização. Em casos mais severos, pode ser necessário o uso de antibióticos orais. Em clínica, procedimentos estéticos como o Hydrabody, do equipamento Hydrafacial, podem ser indicados para melhorar a saúde da pele, pois promovem uma limpeza profunda, removem células mortas e ajudam no controle da oleosidade, reduzindo as chances de recorrência da foliculite”, explicou.
O dermatologista Renato Soriani, também membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, reforçou a importância do acompanhamento médico. “Além do acompanhamento médico, o Hydrabody pode ser uma opção complementar para ajudar na regeneração da pele e na manutenção de um microbioma saudável, reduzindo as chances de recorrência da foliculite. O ideal é sempre buscar um dermatologista para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado”, disse Renato Soriani.
No cuidado diário em casa, o ritual é composto por etapas simples: higienização com sabonete suave, esfoliação semanal, uso de loções com ativos como ácido salicílico ou niacinamida, hidratação constante e aplicação de protetor solar quando a região estiver exposta ao sol. “A esfoliação é feita uma ou duas vezes por semana com esfoliantes físicos (microgrânulos) ou químicos (ácido salicílico, glicólico ou lático) com o objetivo de remover células mortas, melhorar a textura da pele e prevenir pelos encravados. O tratamento com uso de loções ou séruns pode incluir ativos despigmentantes (como hexylresorcinol, thiamidol, niacinamida, ácido kójico, alfa-arbutin) em casos de manchas ou produtos com ácido salicílico, peróxido de benzoíla ou adapaleno para controlar acne e foliculite. No caso da hidratação, é importante a aplicação de cremes ou loções hidratantes não comedogênicas, contendo substâncias como ureia, ácido hialurônico, ceramidas ou esqualeno, que ajudam a manter a pele macia e uniforme”, detalhou Claudia Marçal.
Nos consultórios, os recursos podem incluir peelings químicos, Hydrabody, laser, LED, ultrassom macrofocado e bioestimuladores de colágeno, voltados para manchas, cicatrizes e flacidez. “Além disso, a epilação a laser é uma excelente alternativa para quem sofre com foliculite recorrente, pois reduz o crescimento dos pelos e, consequentemente, o risco de inflamação dos folículos”, destacou Renato Soriani.
Claudia Marçal ainda enfatizou que cada caso deve ser tratado de forma individual. “O mais importante é a personalização. Cada pele tem uma necessidade específica. Para alguns, principalmente no caso de melhorar a qualidade da pele, basta uma rotina simples de cuidados. Mas quando o assunto é celulite, flacidez e gordura localizada, é altamente necessária a prescrição de tratamentos médicos em clínica, que aceleram os resultados e tratam alterações mais profundas”, concluiu Claudia Marçal.
