Um estudo recente publicado na revista Science Translational Medicine sugere que um gás nobre inerte pode ser nova abordagem para tratar o mal de Alzheimer.
O gás em questão é o xenônio, que, embora não pareça ser solução óbvia, tem sido utilizado como anestésico e está sendo testado para outras condições médicas, como depressão e lesões cerebrais.
A pesquisa, realizada pela Washington University (EUA) e pelo Brigham and Women’s Hospital, investigou o potencial do gás em camundongos com características cerebrais semelhantes às do Alzheimer.
Como o xenônio poderia tratar o Alzheimer?
- O estudo focou nas micróglias, células do sistema imunológico do cérebro, que, quando hiperativas, contribuem para a inflamação crônica e danificam as células cerebrais;
- Ao administrar xenônio para inalar, os pesquisadores observaram mudança no estado da micróglia, permitindo que ela eliminasse depósitos de amiloide (uma das principais características do Alzheimer) e reduzisse a inflamação;
- Além disso, a pesquisa sugeriu que o xenônio pode ajudar a reduzir o encolhimento cerebral e melhorar o suporte às conexões neuronais, características comuns do Alzheimer.
