O rastreamento do câncer é uma das estratégias utilizadas para a detecção precoce da doença. Ele envolve a realização de exames em indivíduos que, normalmente, não apresentam sintomas, com a finalidade de detectar alterações que possam sinalizar a presença de câncer ou lesões precursoras.
Ele é diferente da investigação diagnóstica. Quando uma pessoa apresenta sintomas ou alguma alteração suspeita, os exames são solicitados para investigar aquela situação específica.


De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a detecção precoce envolve duas estratégias: o diagnóstico precoce, voltado para pessoas com sinais e sintomas, e o rastreamento, realizado em pessoas sem sintomas que pertencem a uma população em que os benefícios da estratégia são comprovados.
Quais exames fazem parte do rastreamento do câncer?
As recomendações variam conforme o tipo de câncer e o perfil de cada pessoa. Entre os principais rastreamentos estão os de câncer de mama e de colo do útero. O rastreamento do câncer colorretal também vem ganhando novas diretrizes no Brasil.
Câncer de mama: mamografia
A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama.
Atualmente, o INCA recomenda o rastreamento mamográfico para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Nessa faixa etária, as evidências indicam um equilíbrio mais favorável entre os benefícios e os possíveis riscos do rastreamento.
