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Promotor diz que Maníaco do Parque voltará a matar se sair da prisão em 2028

Promotor afirma que a libertação de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, representaria um grande risco à sociedade.
Maníaco Do Parque (foto Reprodução Redes Sociais)

Maníaco Do Parque (foto Reprodução Redes Sociais)

Condenado a quase 285 anos de prisão por matar sete mulheres e estuprar mais de uma dezena, o motoboy Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque, deve ser solto em 2028.

O promotor Edilson Mougenot Bonfim, que o acusou no Tribunal do Júri, alerta que ele voltará a matar se for liberado. “Francisco é psicopata. Não existe, na medicina mundial, remédio, tratamento ou cirurgia que possa curá-lo,” destacou Bonfim em entrevista ao GLOBO.

Atualmente procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Bonfim é autor do livro “O julgamento de um serial killer: o caso do Maníaco do Parque,” onde detalha a condenação de um dos criminosos mais notórios do Brasil.

Risco de reincidência

Ele também fundou a Escola de Altos Estudos em Ciências Criminais (EAECC) e defende a implementação da prisão perpétua no Brasil para casos como o de Francisco. “Das dez nações mais ricas do mundo, apenas o Brasil não possui esse tipo de sentença,” afirma.

Bonfim acredita que a liberdade de Francisco representa um enorme risco à sociedade. “Tanto faz se ele sairá com ou sem progressão de regime. Ele será um perigo para a sociedade em qualquer circunstância.” Ele ressalta que o contato do Maníaco do Parque com mulheres ao deixar a prisão pode reativar sua personalidade homicida, afirmando que ele “não está curado nem redimido.”

O promotor argumenta que, mesmo sem progressão de regime, a soltura de Francisco não é segura. “Somente um psiquiatra completamente irresponsável assinaria um laudo atestando ao juiz da execução da pena que Francisco de Assis está apto a viver em liberdade.” A prisão perpétua, segundo ele, é necessária para proteger a sociedade e evitar que indivíduos como Francisco voltem a cometer crimes.

Criminoso matou mais de 9 mulheres

Ao discutir a sexualidade do Maníaco do Parque, Bonfim destaca que “o fio condutor dos crimes de Francisco é sua sexualidade mal resolvida.” Ele explica que a sexualidade complexa de Francisco se manifestava em seus crimes, onde tentativas de estupro eram comuns. “As vítimas sobreviventes relataram que ele não conseguia ter uma ereção completa e, como consequência, projetava essa frustração nas vítimas, espancando-as.”

Sobre as confissões de Francisco, Bonfim menciona que, embora ele tenha admitido ter matado nove mulheres, não foi possível acusá-lo por todas elas devido à falta de provas que corroborassem sua confissão. “Para que alguém seja acusado de um crime, não basta apenas a confissão; é necessário que ela seja corroborada por provas,” explicou o promotor.

A implementação da prisão perpétua

Em relação à pena de 285 anos dada a Francisco, Bonfim enfatiza a necessidade de reformar o sistema penal brasileiro. “Infelizmente, o Brasil não tem prisão perpétua, que seria mais adequada para casos como o dele,” disse. Para ele, a implementação dessa medida é crucial para lidar com criminosos de alta periculosidade.

Bonfim conclui sua entrevista questionando a adequação da legislação brasileira, sugerindo que a sociedade precisa discutir a possibilidade de manter Francisco preso pelo resto da vida. “Não devemos deixar de implementar a prisão perpétua por causa de erros passados,” finalizou.

alfinetei

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