O caso de Gabriela Ferreira Glasenapp, uma jovem de 15 anos assassinada em Restinga Sêca, na Região Central do Rio Grande do Sul, voltou a ganhar atenção nas redes sociais com a viralização de áudios divulgados pela Polícia Civil. A gravação revela ameaças feitas por traficantes à mãe da adolescente, Juvercina Ferreira Glasenapp, pouco antes do crime.
Gabriela, que estava desaparecida desde 14 de novembro de 2021, foi morta a tiros por uma dívida de R$ 450 com traficantes da região. O corpo dela foi encontrado em um terreno, no dia 2 de dezembro, e a investigação revelou que, apesar do pagamento feito pela mãe, a jovem foi assassinada.




Nos áudios, uma voz não identificada pela polícia pede que Juvercina pague a dívida até o final do dia e, em tom ameaçador, diz: “Prepara o caixão, uma mãe dessas, eu vou matar porque ela nem merece a mãe assim. Já prepara o caixão. Já vou avisar a avó dela.” Em outra mensagem, a pessoa diz que “tão com pena” de Gabriela: “A senhora não deu educação pra sua filha, ela tá se estragando, vai perder a vida dela, porque ela só faz m… e só mente na vida dela.”
As ameaças não param por aí. Em outro áudio, a pessoa diz que Gabriela vai morrer caso o dinheiro não fosse pago: “A gente não quer mais ela aqui. Ela vai morrer.”
Morta mesmo após conseguir o dinheiro
Segundo o delegado regional de Santa Maria, Sandro Meinerz, após receber as mensagens, Juvercina fez um grande esforço para conseguir o dinheiro e realizar o depósito exigido pelos traficantes. No entanto, mesmo após o pagamento, Gabriela foi assassinada com dois tiros na cabeça. “A mãe não tinha essa quantia, teve que fazer um esforço para conseguir o dinheiro emprestado e, mesmo fazendo o depósito, a menina foi assassinada”, explicou Meinerz.
A polícia acredita que os traficantes não tenham notado a entrada do pagamento na conta naquele mesmo dia. Gabriela, informada pela mãe de que o valor havia sido pago, foi até o ponto de tráfico de drogas onde havia deixado seu celular como garantia. Imagens mostram a jovem caminhando com dois suspeitos do crime, um homem e uma mulher de 23 anos. Como não houve comprovação imediata do pagamento, a garota foi mantida no local e assassinada horas depois.
A investigação desse caso foi tratada como prioridade pela Polícia Civil, dada a crueldade do crime, que envolveu uma dívida de drogas e culminou em um assassinato brutal. “Um assassinato covarde, cruel, tudo em decorrência de uma dívida de drogas. Era exigido esse pagamento, sob pena da menina perder a vida dela”, conclui o delegado.
