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Saiba quais países e quanto cada um vai pagar no tarifaço de Trump

Governo brasileiro tenta ampliar isenções e descarta retaliação
Saiba quais países e quanto cada um vai pagar no tarifaço de Trump

Um novo pacote tarifário assinado por Donald Trump vai impor barreiras comerciais a 69 países a partir de 7 de agosto, com alíquotas variando entre 10% e 50%. O Brasil foi o mais afetado até o momento, com a tarifa máxima aplicada, segundo anúncio da Casa Branca nesta quinta-feira (31). As informações são do O Tempo.

A medida faz parte de uma estratégia do ex-presidente norte-americano para, segundo ele, proteger a segurança nacional e a economia dos Estados Unidos. A iniciativa já vinha sendo articulada desde abril, mas foi oficializada com um decreto assinado na quarta-feira (30). Na prática, os países que exportam para o mercado norte-americano precisarão renegociar os termos para evitar prejuízos.

Brasil negocia isenções com os EUA

Mesmo com a tarifa de 50%, o Brasil obteve a isenção de quase 700 produtos, incluindo suco de laranja e ferro-gusa. No entanto, bens estratégicos como carne bovina, café e frutas ainda estão sujeitos à cobrança. A equipe econômica brasileira busca ampliar a lista de exceções junto ao governo norte-americano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (1º) que o governo federal não pretende retaliar os Estados Unidos neste momento. Ele explicou que a estratégia é manter o diálogo com a Casa Branca, evitando ações que agravem a situação.

“Não houve desistência da decisão porque essa decisão não foi tomada. Nós nunca usamos esse verbo [retaliar] para caracterizar as ações que a economia brasileira vai tomar”, disse Haddad. “São medidas de reação a uma ação injustificável e proteção da economia e soberania brasileiras.”

Veja as tarifas por país no tarifaço de Trump

Confira a lista de alíquotas impostas pelos EUA até o momento:

  • Brasil: 50%
  • Síria: 41%
  • Laos e Mianmar: 40%
  • Suíça: 39%
  • Sérvia: 35%
  • Iraque: 35%
  • África do Sul e Líbia: 30%
  • China: 30% (em negociação, taxa anterior era 145%)
  • Argélia e Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Índia, Cazaquistão, Tunísia e Moldávia: 25%
  • Brunei: 25%
  • Bangladesh e Sri Lanka: 20%
  • Vietnã e Taiwan: 20%
  • Indonésia, Paquistão, Malásia, Tailândia e Filipinas: 19%
  • Nicarágua: 18%
  • Demais países: entre 10% e 18%, incluindo União Europeia, Japão, Coreia do Sul, Israel, Reino Unido, Nova Zelândia, entre outros.

alfinetei

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