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Caso Orelha: Familiares de adolescentes que espancaram cachorro até a morte são indiciados por ameaça a testemunha

Pais e tio de adolescentes suspeitos são acusados de tentar interferir no andamento do inquérito
Caso Orelha: Familiares de adolescentes que espancaram cachorro até a morte são indiciados por ameaça a testemunha

As investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava — uma das regiões mais valorizadas de Florianópolis — ganharam um novo desdobramento. A Polícia Civil indiciou três adultos suspeitos de coagir uma testemunha considerada estratégica para o esclarecimento do caso.

Segundo as autoridades, os indiciados são familiares diretos dos adolescentes apontados como autores das agressões contra o animal. Dois deles são empresários e o terceiro atua como advogado. A identidade dos envolvidos não foi divulgada.

O episódio central da apuração envolve quatro adolescentes, já identificados pela polícia, suspeitos de praticar maus-tratos contra Orelha. Além disso, eles também teriam tentado afogar outro cachorro no mar, em uma ação que gerou forte comoção nas redes sociais.

Polícia aponta tentativa de interferência em depoimento-chave

Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (27), a Polícia Civil detalhou que a coação teria sido direcionada a um vigilante de condomínio. O profissional possui uma fotografia considerada relevante para a investigação e que poderia ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

De acordo com a corporação, o crime de coação ocorre quando alguém ameaça ou constrange pessoas envolvidas em um processo judicial — como testemunhas, vítimas ou réus — com o objetivo de influenciar o curso das investigações ou o resultado do processo.

Por questões de segurança, o vigilante foi afastado de suas atividades e colocado em férias compulsórias. Paralelamente, a polícia analisa mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, embora ainda não tenha confirmado se teve acesso ao registro específico mencionado.

No inquérito que apura exclusivamente a suspeita de coação, 22 pessoas já prestaram depoimento. A Justiça, no entanto, não autorizou a apreensão de celulares ou outros dispositivos eletrônicos pertencentes aos adultos investigados.

Em razão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes e idades dos quatro adolescentes não foram divulgados. Dois deles permanecem em Florianópolis e foram alvo de uma operação policial na segunda-feira (26), enquanto os outros dois estão nos Estados Unidos, em uma viagem previamente programada.

alfinetei

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