Uma mulher de 29 anos publicou um relato na terça-feira (15/04), em Fortaleza, sobre consequências do vício em apostas online, incluindo perda de imóveis da família e acúmulo de cerca de R$ 50 mil em dívidas. As informações são do g1 CE.
Assíria Macêdo, que atua como extensionista de cílios, explicou que o contato com plataformas de apostas começou há quatro anos como entretenimento, mas evoluiu para um comportamento compulsivo. A situação levou a empréstimos com agiotas, além de prejuízos que atingiram diretamente familiares.


Relato expõe impacto do vício
O vídeo publicado nas redes sociais alcançou ampla repercussão e ultrapassou 170 mil visualizações. No conteúdo, Assíria descreveu a compulsão por jogos e os efeitos na vida pessoal e financeira.
“Se tivesse R$ 5 mil na minha conta, eu jogava R$ 5 mil. Se eu trabalhasse, pegava o dinheiro e jogava. Se eu tivesse qualquer quantia na minha conta, eu jogava. Isso me destruiu, destruiu a minha vida, destruiu meu casamento, destruiu o meus pais. Eu perdi tudo”, disse Assíria Macêdo.
A mulher também detalhou o impacto nas relações familiares e as tentativas de apoio dentro de casa. Segundo o relato, familiares venderam imóveis para ajudar no pagamento de débitos, enquanto a situação financeira continuou se agravando.
“Fiz muita dívidas com agiotas, meu esposo fez de tudo para ajudar e pagar as dívidas, mas acabou se afundando também, pois eu não falava a verdade e acabava jogando de novo. Meu pai e minha mãe venderam as casas deles para pagar as dívidas e, hoje, a gente mora de favor”, falou a jovem.
No depoimento, Assíria afirmou que reconhece a dependência e busca tratamento. A prioridade atual envolve conseguir trabalho para reorganizar a vida financeira e dar suporte à família.
“Hoje eu reconheço que eu sou viciada, que eu preciso de ajuda, preciso de um tratamento. […] Quero um emprego para pagar as minha dívidas e voltar a viver. Quero ver minha filha crescendo e recuperar meu casamento”, disse Assíria.
Uma amiga informou que, após a repercussão do vídeo, Assíria passou a contar com acompanhamento psicológico gratuito. A mulher também segue tentando reunir recursos para quitar os débitos pendentes.
