O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na sexta-feira (01/05) uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes da viagem oficial do petista ao território norte-americano. Segundo fontes do governo brasileiro, o telefonema durou cerca de 40 minutos e ocorreu após articulação diplomática entre os dois países. As informações são do g1.
Durante a conversa, Lula afirmou que estava disposto a viajar aos Estados Unidos para uma reunião presencial com Trump. Integrantes do governo relataram que a equipe do presidente norte-americano deu sinal positivo para o encontro no dia seguinte. A reunião entre os chefes de Estado ficou marcada para quinta-feira (07/05).


Conversa abordou comércio, conflitos internacionais e papel da ONU
Relatos de interlocutores apontam que Trump manteve um tom cordial ao longo da ligação. Segundo fontes ligadas ao governo brasileiro, o republicano comentou que admira a trajetória política de Lula e afirmou ter pesquisado sobre a vida do presidente brasileiro.
Lula declarou que pretendia discutir interesses do Brasil e dos Estados Unidos, além de temas ligados a conflitos internacionais e ao papel da Organização das Nações Unidas. Trump respondeu que tinha interesse em ouvir as opiniões do presidente brasileiro sobre esses assuntos.
Ainda de acordo com relatos de pessoas próximas às negociações, Trump encerrou o telefonema de maneira informal ao dizer “I love you” para Lula.
A viagem a Washington passou a ser tratada pela diplomacia brasileira como uma tentativa de ampliar a aproximação entre os dois governos após períodos de tensão envolvendo comércio exterior e tarifas de importação.
Entre os temas previstos para o encontro aparecem cooperação contra narcotráfico e crime organizado, minerais críticos, relações internacionais, debates sobre a América Latina e questões ligadas ao sistema eleitoral brasileiro.
As conversas para a reunião ganharam força após outro telefonema entre Lula e Trump em janeiro de 2026. Na ocasião, os dois presidentes conversaram por aproximadamente 50 minutos.
Nos últimos meses, a relação entre Brasília e Washington enfrentou desgastes ligados à guerra no Oriente Médio, ao cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e aos desdobramentos envolvendo o deputado Alexandre Ramagem.
Auxiliares do governo brasileiro avaliam que o encontro pode representar um ponto inicial para futuras negociações entre os dois países.
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