O Ministério Público de Santa Catarina solicitou o arquivamento das investigações relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, caso que provocou ampla repercussão no país no início deste ano. O pedido foi encaminhado à Justiça após o órgão concluir que não há elementos suficientes para sustentar uma denúncia criminal. As informações são do g1.
A solicitação foi apresentada por meio de um relatório extenso encaminhado à Vara da Infância, responsável pela análise do caso. A decisão final caberá à juíza Vanessa Bonetti Haupenthal.
A morte de Orelha ocorreu em janeiro de 2026, na Praia Brava, em Florianópolis. Inicialmente, a investigação trabalhava com a hipótese de agressão, e um adolescente chegou a ser investigado pela Polícia Civil.
Durante o andamento do procedimento, no entanto, o Ministério Público apontou inconsistências e determinou novas diligências para aprofundar a apuração.
Segundo o órgão, a investigação não reuniu provas materiais capazes de confirmar a autoria ou esclarecer de forma definitiva as circunstâncias da morte do animal.




Perícia não definiu causa da morte
Entre os fatores considerados para o pedido de arquivamento está a ausência de imagens que comprovassem eventuais agressões. De acordo com a apuração, não foram encontrados registros de câmeras de segurança ou vídeos feitos por testemunhas.
O corpo do cachorro também passou por exumação, mas o laudo pericial foi considerado inconclusivo. A análise descartou fraturas ósseas, embora não tenha eliminado totalmente a possibilidade de lesões internas ou traumatismo craniano.
A morte de Orelha gerou forte mobilização nas redes sociais e levantou discussões sobre maus-tratos contra animais e responsabilização criminal em casos semelhantes.
