A produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, nunca lançou nenhuma obra audiovisual no Brasil ou no exterior, segundo informações obtidas junto à Agência Nacional do Cinema.
A empresa Go Up Entertainment pertence à jornalista Karina Ferreira da Gama e aparece como responsável pela produção do longa-metragem que retrata a trajetória política do ex-presidente.
Ancine aponta ausência de produções registradas
De acordo com informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a Ancine confirmou que não há registros de filmes, séries ou programas lançados pela Go Up Entertainment.
Outras duas empresas ligadas à empresária — a Go7 Assessoria e o Instituto Conhecer Brasil — também não possuem obras concluídas registradas oficialmente na agência reguladora.
Segundo a Ancine, a Go Up teve registro aprovado apenas em julho de 2025 e segue com situação regular. Já a Go7 e o Instituto Conhecer Brasil estariam com registros suspensos desde janeiro de 2026 por falta de renovação documental.




Filme ainda não foi registrado oficialmente
Apesar da situação regular da Go Up Entertainment, o filme “Dark Horse” ainda não possui registro oficial de obra na Ancine, etapa necessária para lançamento comercial no Brasil.
Documentos da Junta Comercial de São Paulo apontam que a empresa alterou seu objeto social em junho de 2025, poucos meses após o início da entrada de recursos destinados à produção do longa.
Segundo Karina Ferreira da Gama, os valores começaram a ser recebidos em março de 2025 por meio de um fundo mantido pelo advogado Paulo Calixto, no Texas, Estados Unidos.
A empresária afirmou ainda que não participou diretamente da captação de recursos e disse não conhecer os investidores envolvidos no projeto.
Produção já teria custado mais de R$ 65 milhões
Ainda segundo a responsável pela produtora, os custos de produção e pós-produção de “Dark Horse” já teriam ultrapassado US$ 13 milhões — cerca de R$ 65,7 milhões na cotação atual.
O longa vem sendo cercado de polêmicas após reportagens apontarem supostas articulações políticas e pedidos de apoio financeiro ligados ao projeto. O deputado federal Mário Frias também aparece associado à produção do filme.
