Skip to content

“Só houve falhas”, diz Associação de Rope Jump sobre morte de jovem

Marco Jota afirma que equipe ignorou protocolos essenciais durante atividade
“Só houve falhas”, diz Associação de Rope Jump sobre morte de jovem

O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano, Marco Antonio de Campos, afirmou que a morte da jovem Maria Eduarda, de 21 anos, após uma queda livre de aproximadamente 30 metros durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, no último sábado (14/6), ocorreu após uma sequência de falhas nos procedimentos de segurança. O presidente da associação declarou que a equipe responsável pela atividade deixou de seguir medidas consideradas fundamentais para a prática.

Em entrevista ao Metrópoles, Marco Jota explicou que profissionais do setor devem adotar protocolos rigorosos para reduzir riscos durante atividades de aventura. Segundo ele, os responsáveis pela operação ignoraram etapas básicas de segurança e não cumpriram padrões utilizados por empresas especializadas no Brasil e em outros países. “Eles ignoraram qualquer protocolo de segurança básico de qualquer lugar do mundo, não só do Brasil. São procedimentos que qualquer empresa de turismo de aventura é obrigada a seguir. Nesse tipo de prática, eu costumo dizer que a gente tem que proteger o cliente dele mesmo, porque ele não sabe e nem é obrigado a saber dos riscos. Mas nós, que estamos oferecendo essa experiência, sim”, afirma Jota.

Especialista aponta ausência de procedimentos básicos na preparação da atividade

Marco Jota destacou que esportes radicais possuem riscos controlados quando os protocolos são aplicados corretamente. Para Marco Jota, os perigos esperados em uma atividade desse tipo não incluem morte. “Os riscos que falamos são de o cliente sofrer uma entorse, um contato com animal peçonhento, tomar chuva, ficar sem sinal de celular, no máximo algum machucado”, disse.

Entre as falhas citadas, está a falta do duplo check, procedimento no qual uma pessoa instala o equipamento e outra confere se a montagem foi feita corretamente antes do início da atividade.

“Eles tinham que fazer duas coisas: colocar o equipamento e a corda. Eles colocaram o equipamento e esqueceram da corda. E se a gente for parar pra analisar (…), dá pra entender que isso foi feito num contexto de acelerar o trabalho. No dia choveu [pensaram]: ‘Vamos acelerar o trabalho e colocar o máximo de gente’”, cogitou.

Outro problema apontado por Marco Jota envolve a divisão das funções entre os integrantes da equipe. Segundo Marco Jota, cada profissional deve ter uma atribuição definida durante a preparação da atividade.

“É um protocolo básico: uma pessoa só equipa, uma só leva, uma só faz a conferência, outra entrega. E, no depoimento dos instrutores, eles comentaram que todos faziam todas as funções.”

alfinetei

A página @alfinetei foi criada há cerca de 10 anos com o propósito de proporcionar entretenimento através de uma abordagem humorística, especialmente focada em comentários sobre celebridades e fofocas.

Saiba antes de todo mundo

    Receba as melhores notícias e fofocas dos famosos no seu e-mail!