As audiências de instrução do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana terão início na próxima segunda-feira (29/6), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. A fase será dedicada aos depoimentos de testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa antes da análise sobre o andamento da ação contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de assassinar a esposa com um disparo na cabeça.
Segundo a assistência de acusação, a previsão é que os trabalhos ocorram durante vários dias devido à quantidade de pessoas convocadas para depor. O processo reúne 42 testemunhas e o calendário de oitivas está programado entre 29 de junho e 2 de julho. O interrogatório do acusado está marcado para 3 de julho.

Depoimentos devem reunir pessoas ligadas à investigação
No primeiro dia de audiência, sete testemunhas apontadas como relevantes para a apuração do caso devem ser ouvidas pela Justiça. Entre os nomes previstos estão o delegado Lucas de Souza Lopes, responsável pela investigação, e os peritos Amanda Rodrigues Marinone e Tadeu Gomes Correa, que participaram dos trabalhos de análise da cena do crime e do corpo da vítima.
Também está previsto o depoimento da sargento da Polícia Militar Damiana Alves da Silva, descrita como amiga próxima e pessoa de confiança de Gisele. Policiais que atenderam a ocorrência e uma vizinha do casal também devem prestar esclarecimentos durante essa etapa do processo.
Após o encerramento das audiências, acusação e defesa terão a possibilidade de pedir novas diligências e apresentar suas considerações finais. Com base nos próximos atos processuais, a Justiça deverá decidir se o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será encaminhado a julgamento pelo Tribunal do Júri ou se o caso seguirá outro procedimento.
