Um episódio que começou com um acidente doméstico terminou com um importante alerta sobre a necessidade de conhecer técnicas de primeiros socorros. O médico Allysson Dângelo de Carvalho, de 45 anos, precisou realizar a Manobra de Heimlich para desengasgar o filho Francisco, de 4 anos, depois que a criança colocou uma bolinha de isopor na boca. A ocorrência foi registrada por câmeras de segurança da residência da família, em São João del Rei, na região do Campo das Vertentes, no último domingo (12). Após conversar com a esposa, o médico decidiu divulgar as imagens nas redes sociais com o objetivo de conscientizar outras pessoas sobre como agir em situações semelhantes.
Ao g1, Allysson explicou que o objeto responsável pelo engasgo fazia parte da embalagem de uma sanduicheira recém-adquirida. “O material fazia parte da embalagem de uma sanduicheira que havíamos acabado de receber. Meu filho quebrou um pedaço da proteção e colocou na boca enquanto brincava com o material”, disse.

Médico relata emoção após salvar o filho e relembra episódio com o pai
De acordo com Allysson Dângelo, todo o episódio durou aproximadamente 17 segundos, desde os primeiros sinais de engasgo até a desobstrução completa das vias respiratórias da criança. Apesar da experiência profissional, ele afirma que viver a situação como pai trouxe uma carga emocional intensa. “Eu era médico naquele momento, mas também era pai. O preparo e o treinamento fazem você ter uma conduta coreta, eu senti a adrenalina depois de salvar meu filho. Foi um misto de sensações”, contou.
As imagens mostram que, logo após o atendimento, o médico se emociona e chora. Em entrevista, ele revelou que, naquele instante, lembrou da morte do próprio pai, ocasião em que também precisou prestar os primeiros socorros enquanto aguardava a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“Passou um filme na minha cabeça porque lembrei do salvamento do meu pai. Quando meu filho bateu a mãozinha, abriu a boquinha e emitiu o som, naquele momento eu sabia que a via aérea tinha sido desobstruída. Eu falei: ‘chora, tosse’. Aí eu relaxei e desabei no chão”, relatou.
