Após anunciar o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, os Estados Unidos negam que queiram acabar com o Pix, apesar de o sistema de pagamento ter sido um dos pontos das reclamações por parte dos americanos e de o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) ter incluído o sistema na investigação da seção 301.
Um alto funcionário do governo Trump afirmou que os EUA não querem uma situação em que as empresas americanas sejam colocadas em desvantagem enquanto um sistema operado pelo Estado brasileiro recebe, na visão dos americanos, um tratamento diferenciado.




Segundo esse funcionário, a expectativa é que todas as empresas concorram nas mesmas condições comerciais. Porém ele não detalhou qual seria a solução para isso.
Ainda de acordo com esse representante dos EUA, o governo Trump reconhece a importância do Pix para os brasileiros, mas não quer que empresas americanas sejam obrigadas a propagandear ou obrigadas a usar o Pix. A expectativa é que o Pix compita com as empresas americanas nas mesmas bases.
Durante as audiências da seção 301, brasileiros e americanos argumentaram a favor do Pix e defenderam o sistema como uma infraestrutura pública que ampliou a concorrência, reduziu custos para consumidores e empresas e criou oportunidades de negócios, inclusive para companhias dos EUA.
Negociação
Nas negociações que antecederam a confirmação do tarifaço, autoridades brasileiras rejeitaram qualquer negociação envolvendo o sistema de pagamentos. Em nota após o anúncio, o governo voltou a defender a ferramenta.
