Dias após William Pimenta Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, ser condenado por importunação sexual, Rauriceia Martins da Costa decidiu falar publicamente sobre o caso. Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, ela afirmou que aguardou durante três anos por uma resposta da Justiça e disse que enfrentou profundas consequências pessoais desde que denunciou o empresário.
Durante o depoimento, Rauriceia voltou a relatar o episódio ocorrido em uma festa realizada em Jussara (GO), em abril de 2023. Segundo ela, o abuso aconteceu enquanto ambos gravavam um boomerang.
“Na hora em que o William tá mordendo a boca, e você tá vendo ele mordendo a boca, isso é um boomerang. Ele tá enfiando a mão dentro da minha roupa. Na hora em que ele tá mordendo essa boca, ele tá enfiando a mão dentro da minha calça.”
Irmão de Virginia Fonseca (Foto: Reprodução)Virginia e irmão (Foto: Reprodução)Irmão de Virginia Fonseca (Foto Reprodução Redes Sociais)
“Eu só queria ser ouvida”
A vítima contou que não conseguiu reagir imediatamente ao ocorrido e afirmou que passou anos tentando provar sua versão dos fatos.
“Eu não tive uma reação. Eu lutei três anos por justiça, pra ser escutada, pra que a justiça divina seja a melhor, mas que a justiça da Terra também arque com suas responsabilidades. E, graças a Deus, a justiça foi feita.”
Segundo Rauriceia, a denúncia nunca teve como objetivo ganhar visibilidade.
“Eu só queria que isso não ficasse impune, sabe? Que as pessoas não se silenciassem porque o William é irmão da Virginia. Não. Ele fez um crime.”
Ela também afirmou que sofreu ataques à própria imagem após o caso ganhar repercussão.
“Na época em que ele me massacrou, ele colocou a minha imagem dizendo que eu sou biscoiteira, interesseira, que eu queria seguidores. Ele realmente acabou comigo aqui em Goiás.”
De acordo com Rauriceia, até hoje ela é reconhecida pelo episódio.
“Quando as pessoas me veem, falam: ‘Ah, você é a moça que denunciou o irmão da Virginia mentindo pra ganhar seguidores?’ Essa é a minha imagem que as pessoas veem.”
Impactos emocionais e profissionais
No relato, a vítima disse que precisou mudar completamente sua rotina após o início do processo judicial. Ela contou que deixou o emprego, passou a fazer acompanhamento psicológico e psiquiátrico e afirma ter enfrentado um período de intenso sofrimento.
“Enquanto esse homem tá vivendo a vida dele, a minha vida foi totalmente desgraçada por conta desse homem. Eu gastei dinheiro com psicólogo, com psiquiatra, por conta desse homem aí. Esse homem fez um inferno na minha vida.”
Ela ainda declarou:
“Eu saí do serviço porque a advogada dele me perseguia.”
“Hoje estou em paz”
Ao encerrar o desabafo, Rauriceia afirmou que considera a condenação o fim de uma longa batalha judicial e pediu que sua versão também seja conhecida pelo público.
“Hoje é a minha hora de falar. O William foi condenado, entendeu? Eu só quero que as pessoas me deem a oportunidade de falar, a oportunidade de todo mundo saber que esse homem é um criminoso.”
Por fim, ela disse sentir alívio após a decisão do Tribunal de Justiça de Goiás.
“Deus tem me sustentado, porque, se não fosse Deus… Hoje eu posso dizer que estou em paz, porque a justiça foi feita.”
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