O caso envolvendo maus-tratos a uma cadela da raça Dogue Alemão em Navegantes segue gerando indignação na cidade e nas redes sociais. A repercussão aumentou depois que o animal, resgatado após denúncia de abuso sexual, foi entregue ao filho do investigado, e não ao próprio suspeito, como algumas informações equivocadas chegaram a circular.
O idoso responsável pelo caso foi formalmente indiciado pela Polícia Civil por maus-tratos com prática de zoofilia, conforme previsto no artigo 32, §1º-A da Lei 9.605/98, que prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição de guarda de animais. Apesar do indiciamento, ele permanece em liberdade, enquanto o inquérito segue para análise do Ministério Público, que decidirá sobre a apresentação de denúncia formal.

Durante sessão da Câmara de Vereadores, a delegada Patrícia, que também atua como vereadora, explicou que o animal foi entregue ao tutor legal, o filho do investigado, e reforçou que a polícia não devolve bens a terceiros. Ela destacou que, mesmo em casos de flagrante, a legislação prevê que o suspeito responda ao processo em liberdade, e a prisão preventiva é uma exceção.
População se revolta
Apesar dos esclarecimentos, a população mantém a indignação, com protestos em redes sociais e manifestações públicas pedindo penas mais severas para crimes contra animais. O caso também gerou ameaças a autoridades, incluindo a secretária de Bem-Estar Animal de Navegantes, Sol, que recebeu mensagens agressivas e vigilância em frente à sua residência. A delegada alertou que tais condutas também configuram crime e classificou a situação como “surreal”.
