O Pix se tornou um dos tópicos mais discutidos devido à sua inclusão em um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre barreiras comerciais no Brasil. Esse relatório pode resultar em uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. O Pix é considerado “injusto” pelo órgão americano, pois o Banco do Brasil teria um conflito de interesses ao atuar como regulador e operador do sistema de pagamento instantâneo.
Essa pressão do governo de Donald Trump pode impactar os pequenos negócios do Brasil, avalia o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares. Segundo ele, é importante defender a modalidade de pagamento brasileira, porque ela facilita bastante o fluxo de caixa das empresas.




“É uma avaliação injusta e infundada por parte do governo dos Estados Unidos porque o sistema de pagamento não interfere no comércio e nas relações das empresas do setor de cartões de crédito. Mais do que isso, é uma forma de pagamento que não tem mais volta e se tornou a queridinha dos pequenos negócios pelo rápido recebimento e para a manutenção do fluxo de caixa dessas empresas. No fundo, é uma das formas que o setor utiliza para criar mais oportunidades de crescimento e aumentar a geração de empregos”, afirmou Soares por meio de comunicado.
Segundo a pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae e Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), 96% dos pequenos negócios aceitam pix como uma alternativa de pagamento nas suas vendas. Quase seis em cada 10 donos de pequenos negócios têm o Pix como principal meio de recebimento das vendas. Outros 53% preferem esse instrumento para pagar seus parceiros comerciais.
FATURAMENTO
Entre os microempreendedores individuais (MEI) os números referentes a essa modalidade de pagamento são ainda mais expressivos. O Pix é usado por 97% desses profissionais. Para 28% desses empreendedores, a modalidade responde por mais de 75% de todo o faturamento.
