Mais de 30,5 milhões de aposentados e pensionistas do INSS estão com a prova de vida regularizada, segundo dados oficiais do instituto. O número corresponde a 90% dos beneficiários que precisam realizar o procedimento anualmente para garantir o pagamento de seus benefícios. Atualmente, a comprovação não exige que o segurado vá ao banco, já que o governo faz o cruzamento automático de informações com os bancos de dados federais.
O INSS utiliza dados de vacinação, atendimentos médicos na rede pública, participação em eleições, emissão de documentos como carteira de identidade, passaporte e Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de informações do Imposto de Renda. Por isso, a maior parte dos segurados não precisa acessar o site ou o aplicativo Meu INSS nem se deslocar até a agência bancária. A prova de vida está registrada no Sistema Único de Saúde (SUS), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Detran (Senatran) e na Receita Federal, entre outros órgãos.


Exceções e cuidados
Para quem não tiver a comprovação de vida localizada automaticamente, o banco responsável pelo pagamento do benefício envia uma notificação específica. “Ainda assim, quem estiver em dúvida pode conferir a própria situação para saber se precisa regularizar a prova de vida”, explicou o INSS.
O instituto alerta para golpes que continuam circulando. Golpistas ligam ou enviam mensagens falsas, ameaçando cortar o benefício, pedindo dados pessoais ou agendando supostas provas de vida. Ao receber qualquer ligação desse tipo, é recomendado desligar imediatamente. É fraude.
Quem quiser conferir sua situação pode fazer a consulta pelo Meu INSS ou pela central telefônica 135. No Meu INSS, basta acessar o site ou o aplicativo, fazer login com CPF e senha cadastrados no Gov.br e buscar o serviço “Prova de Vida”. Se aparecer a data da última atualização, tudo está em ordem. Pelo 135, o atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. Caso a mensagem indique “Comprovação de vida não realizada”, será necessário regularizar.
A atualização pode ser feita pelo Meu INSS, com reconhecimento facial quando solicitado, ou diretamente no banco em que o benefício é recebido. Alguns bancos permitem realizar o procedimento on-line pelo internet banking, e em outros casos o segurado pode comparecer à agência e, muitas vezes, utilizar apenas o caixa eletrônico.
