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Canetas para emagrecer mudam hábitos e afetam vendas no Brasil, revela estudo inédito; VEJA

Estudo aponta ganho para drogarias e impacto negativo em bebidas e snacks
Canetas para emagrecer mudam hábitos e afetam vendas no Brasil, revela estudo inédito; VEJA

A expansão do uso de medicamentos para emagrecimento passou a influenciar diferentes setores da economia brasileira, com efeitos positivos para farmácias e produtores de proteína e reflexos negativos para cervejas e alimentos ultraprocessados, segundo análise divulgada em (12/01), no Brasil. As informações são do CNN Brasil.

Avaliação do Itaú BBA indica que a mudança nos hábitos alimentares dos consumidores cria um movimento oposto no varejo. Enquanto drogarias e setores ligados a proteínas avançam, segmentos associados a álcool e carboidratos enfrentam maior pressão.

O consumo passa por reconfiguração com avanço das canetas emagrecedoras

O varejo farmacêutico aparece como principal beneficiado nesse cenário. Redes como RD Saúde, Pague Menos e Panvel tendem a ampliar a participação das canetas para emagrecimento nas receitas. A estimativa é que esses produtos representem cerca de 20% do faturamento até 2030, frente a um patamar atual entre 8% e 9%.

Em projeção considerada mais favorável, o lucro por ação dessas empresas pode crescer até 15% já em 2027. A indústria nacional também pode ganhar espaço com a queda da patente da semaglutida, prevista para o primeiro semestre de 2026. A Hypera, controladora da Neo Química, prepara um produto com o mesmo princípio ativo do Ozempic, mirando margens maiores com medicamentos genéricos.

Outro setor beneficiado é o de proteínas. A necessidade de maior ingestão de carnes e ovos por usuários desses medicamentos, para evitar perda muscular, tende a favorecer produtores e comerciantes desses itens no longo prazo.

No lado oposto, segmentos ligados ao consumo considerado supérfluo enfrentam retração. Estudos nos Estados Unidos indicam que usuários das canetas reduzem a ingestão calórica diária em até 40%, com cortes concentrados em salgadinhos, doces, biscoitos e bebidas alcoólicas.

Em um cenário de adoção mais ampla do tratamento no Brasil, empresas como Ambev, M. Dias Branco e Camil podem registrar queda de cerca de 2% no lucro líquido em 2027. O atacarejo também sente reflexos, com o Assaí já apontando o avanço desses medicamentos como um fator que limita o crescimento das vendas nas mesmas lojas.

alfinetei

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