A morte do cão comunitário Orelha, vítima de tortura e agressões na Praia Brava, em Florianópolis (SC), segue mobilizando manifestações de carinho, revolta e conscientização. Desta vez, a comoção ganhou forma por meio da arte: o artista plástico Reci Clayton produziu uma imagem do cachorro diretamente na areia da Praia da Galheta, um dos pontos mais conhecidos da capital catarinense.
A intervenção artística foi realizada na última quarta-feira (28) e rapidamente chamou atenção após registros do trabalho serem compartilhados nas redes sociais. A imagem realista de Orelha, desenhada na areia, transformou o local em um espaço simbólico de memória e reflexão, atraindo olhares de quem passava pela praia.



Uma homenagem que vai além da arte
Ao divulgar a obra, Reci Clayton explicou que a iniciativa não se limita a um tributo visual. Segundo o artista, a criação carrega um significado maior, ligado à necessidade de repensar a forma como os animais são tratados na sociedade. Em uma mensagem publicada junto às imagens, ele escreveu:
“Sua partida, marcada pela violência, nos convoca a refletir sobre o cuidado, o respeito e a responsabilidade que temos com todas as formas de vida. Que esta obra efêmera transforme dor em memória, e memória em consciência”.
Artista visual há 13 anos, Clayton revelou que sempre teve o desejo de produzir trabalhos com um viés mais realista, mas ainda não havia explorado esse estilo. A homenagem ao cão Orelha marcou sua primeira experiência nesse formato, tornando o projeto ainda mais pessoal.
De acordo com informações da CNN Brasil, o desenho levou cerca de duas horas e meia para ser finalizado. Feita na areia, a obra tem caráter temporário, mas sua repercussão ampliou o alcance da mensagem, reforçando o impacto emocional da homenagem.
O gesto se soma a outras mobilizações que surgiram após o caso, mostrando como a história de Orelha ultrapassou os limites de Florianópolis e passou a simbolizar um pedido coletivo por mais respeito e justiça na causa animal.
