Dois adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, que comoveu moradores da Praia Brava, em Florianópolis, voltaram ao Brasil nesta quinta-feira (29) e tiveram seus celulares recolhidos pela Polícia Civil. A apreensão aconteceu no aeroporto internacional da capital catarinense, logo após o desembarque do voo vindo dos Estados Unidos.
A ação foi resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a Polícia Federal, que acompanharam o retorno dos investigados ao país. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pela Vara da Infância e Juventude da Capital, com aval do Ministério Público, e cumpridos em local reservado do aeroporto para garantir a segurança dos envolvidos e de terceiros.
Os aparelhos recolhidos agora seguem para análise da Polícia Científica, que ficará responsável pela extração de dados. Segundo as autoridades, o material pode ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e o envolvimento dos suspeitos no espancamento do animal.




Investigação segue e envolve familiares dos suspeitos
Além da apreensão mais recente, outros mandados já haviam sido cumpridos no início da semana. Na ocasião, dois adolescentes e um adulto foram alvos de buscas, com o objetivo de reunir novas provas. Paralelamente, um advogado e dois empresários foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha ligada ao caso.
De acordo com a Polícia Civil, os três homens indiciados são parentes dos adolescentes investigados — dois pais e um tio. A apuração indica que um vigilante da região teria sido ameaçado durante o andamento das investigações. Esse inquérito específico já foi concluído e encaminhado às autoridades competentes.
Orelha, também conhecido como Preto, vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era cuidado por moradores da região. O corpo do cão foi encontrado com sinais de espancamento, o que gerou forte comoção e pedidos por justiça nas redes sociais.
Ao todo, quatro adolescentes são apontados como suspeitos pelo crime. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a identidade dos envolvidos segue preservada. Após a conclusão das diligências, todo o material será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as próximas etapas do processo.
