O caso do cão comunitário Orelha, que comoveu moradores de Florianópolis (SC) e ganhou repercussão nacional, ganhou novos detalhes a partir do relato do veterinário Derli Royer, responsável pelo atendimento emergencial do animal. Segundo o profissional, não há dúvidas de que Orelha foi vítima de agressão e chegou à clínica em estado extremamente grave após ser encontrado agonizando na Praia Brava. As informações sáo do g1.
De acordo com Royer, o cão deu entrada no início de janeiro apresentando múltiplos ferimentos e sinais claros de violência. Orelha tinha lesões severas na região da cabeça, especialmente no olho esquerdo, além de um quadro avançado de desidratação. O veterinário explicou que o animal praticamente não se movimentava ao chegar para atendimento, o que já indicava a gravidade da situação.




Estado de saúde era irreversível, diz veterinário
Em entrevista, Royer descreveu o cenário encontrado na emergência: “Lesões na cabeça, no olho, principalmente no lado esquerdo, e desidratado, sem quase nenhum movimento, não tinha reflexo”. […] Foi tentado dar os primeiros procedimentos, a soroterapia e tentar levantar ele, mas, como ele estava muito grave, ele veio a óbito logo em seguida”. Apesar das tentativas da equipe, o estado clínico não permitiu a recuperação do animal.
Questionado sobre a origem dos ferimentos, o veterinário foi direto ao descartar qualquer hipótese de acidente. Para ele, o conjunto das lesões indica claramente uma agressão. Essa conclusão reforçou a linha de investigação adotada pelas autoridades desde os primeiros dias após a morte de Orelha.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue avançando nas apurações. Testemunhas continuam sendo ouvidas e imagens de câmeras de segurança da região estão sendo analisadas. Embora não exista, até o momento, um registro em vídeo que mostre o instante exato da violência, os investigadores consideram que os indícios reunidos são suficientes para aprofundar o caso.
Como parte da investigação, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências de quatro adolescentes apontados como suspeitos, além de endereços ligados aos responsáveis legais. O caso segue em andamento e mantém mobilizada a população, que cobra respostas e justiça pela morte do cão comunitário.
