Nesta semana, o Ministério da Fazenda anunciou que o Pix Garantia vai facilitar o acesso ao crédito para micro e pequenos empresários em todo o Brasil. A Secretaria de Reformas Econômicas em Brasília discutiu a proposta com o intuito de diminuir os juros e tornar mais acessíveis os empréstimos para aqueles que não possuem bens para oferecer como garantia.
O funcionamento do modelo é simples: o comerciante utiliza os recebimentos futuros via Pix para formalizar o contrato com o banco. A medida tem o potencial de agitar o setor contábil e facilitar para os pequenos negócios a obtenção de capital de giro de forma mais rápida, segura e desburocratizada.




Como funciona o Pix Garantia na prática
A ferramenta funciona como uma evolução dos serviços financeiros que o brasileiro já conhece no dia a dia.
Em vez de deixar um carro ou um imóvel como garantia para conseguir dinheiro emprestado, o empresário usa o fluxo de vendas do seu negócio.
As parcelas do empréstimo são pagas diretamente com os valores das vendas que o cliente faz diariamente através do Pix.
Isso traz muito mais segurança para os bancos, que sabem que vão receber, e resulta em taxas de juros bem menores para o empreendedor.
A comparação com o cartão de crédito
Durante a apresentação da medida, o secretário de Reformas Econômicas da Fazenda, Regis Dudena, destacou o potencial de inovação dessa nova ferramenta.
O secretário reforçou ainda que o mercado de pagamentos no país está mudando rápido e o Pix pode assumir o papel de outras tecnologias antigas.“Em relação ao Pix Garantia, o que me chama a atenção é a novidade. Quando a gente compara com outras espécies de garantia semelhantes, os recebíveis de cartão de crédito parecem ser algo parecido”, afirmou Dudena.
Assim como as lojas já antecipam o dinheiro das vendas feitas no cartão, agora elas poderão fazer o mesmo com o Pix.
