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Critérios do Concurso Nacional Unificado definem mínimo de acertos na prova objetiva; saiba qual!

Candidatos precisam atingir percentuais mínimos para não serem eliminados e seguirem para a prova discursiva de dezembro
Critérios do Concurso Nacional Unificado definem mínimo de acertos na prova objetiva; saiba qual!

Na próxima domingo (5 de outubro) será realizada a prova objetiva do Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como “Enem dos Concursos”. Para conquistar uma vaga na segunda fase, marcada para 7 de dezembro, os candidatos deverão atingir um número mínimo de acertos estabelecido em edital. Aqueles que não alcançarem esse patamar serão automaticamente eliminados. As informações são do g1.

O formato adotado em 2026 é diferente da edição anterior, quando a etapa objetiva e a discursiva ocorreram no mesmo dia. Agora, somente quem acertar ao menos 40% da prova objetiva terá direito a participar da fase seguinte.

Exigência de acertos varia conforme o bloco de provas

Nos Blocos 8 e 9 (nível intermediário), que somam 508 vagas, é necessário alcançar no mínimo 28 acertos em 68 questões, o equivalente a 41,2% da avaliação. Candidatos do Bloco 8 responderão questões de Português, Realidade Brasileira, Saúde, Matemática e Direito. Já no Bloco 9, a disciplina de Regulação substitui Saúde, mantendo as demais matérias e quantidades de questões. Além disso, na prova discursiva de dezembro, a redação não poderá ser zerada.

Nos Blocos 1 a 7 (nível superior), que concentram 3.144 vagas, o corte mínimo é de 36 acertos entre as 90 questões de conhecimentos gerais e específicos. Nesse caso, as perguntas possuem pesos diferentes dependendo do eixo temático e do cargo. Também na etapa discursiva, composta por duas questões de até 30 linhas, o candidato não pode zerar a avaliação.

Nota de corte será definida após a correção das provas

Segundo o especialista em concursos públicos Eduardo Cambuy, do Gran Concursos, a nota de corte só será conhecida depois da realização das provas. “Se houver mil vagas, nove mil redações (ou questões discursivas, no caso dos blocos de Nível Superior) serão corrigidas. São sempre os nove mil primeiros colocados”, explicou.

A seleção prevê a correção de redações ou discursivas de até nove vezes o número de vagas ofertadas em cada cargo. No entanto, o edital do CNU 2026 introduziu uma regra de paridade de gênero. Se entre os classificados não houver pelo menos 50% de mulheres, serão convocadas candidatas adicionais até que o equilíbrio seja atingido.

Nota final ponderada combina todas as etapas

Para os cargos de nível superior, a nota final ponderada (NFP) será composta pela soma da prova objetiva, da discursiva e da avaliação de títulos, podendo totalizar 200 pontos. Já para nível intermediário, o cálculo considera a prova objetiva, a redação e, quando aplicável, os títulos, resultando em um máximo de 100 pontos.

Especialistas destacam que, embora o edital não elimine candidatos que zerarem uma disciplina específica, a pontuação pode ser bastante prejudicada dependendo do peso atribuído à matéria no bloco. A professora de língua portuguesa Letícia Bastos, do Gran Concursos, alerta: “Zerar um conteúdo pode reduzir a nota final, principalmente se aquela disciplina for mais valorizada no bloco temático ou cargo escolhido, o que pode comprometer a classificação e o acesso às fases seguintes do certame, como a prova discursiva ou análise de títulos”.

Dessa forma, o desempenho equilibrado em todas as disciplinas é considerado fundamental para alcançar uma posição competitiva no ranking final.

alfinetei

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