Na próxima quarta-feira (2), serão abertas as inscrições para a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), que oferece 3.652 vagas em órgãos e autarquias federais. A aplicação das provas objetivas está marcada para o dia 5 de outubro, e a edição deste ano chega com novidades relevantes para quem deseja conquistar uma vaga no serviço público. As informações são do Extra.
Entre as principais alterações estão a troca da banca organizadora, mudanças no conteúdo programático e a reestruturação dos blocos temáticos. A Fundação Getulio Vargas (FGV) assume o lugar da Cesgranrio e promete aplicar uma prova com maior nível de exigência. Especialistas alertam que o novo perfil da banca requer atenção a questões interpretativas, enunciados mais longos e pegadinhas frequentes.

Alterações nos conteúdos cobrados
A estrutura da prova objetiva se mantém parecida com a da primeira edição do CNU, mas Finanças Públicas deixou de ser um eixo independente e passou a integrar o conteúdo de Administração Pública Federal. Em seu lugar, surge a disciplina Tecnologia no Trabalho, com foco em transformação digital, inteligência artificial, automação de processos e inovação no setor público.
Essa mudança foi motivada por diretrizes do Ministério da Gestão e Inovação, que pretende atrair profissionais com conhecimentos tecnológicos para melhorar os serviços públicos. A disciplina de Tecnologia deve ser priorizada nos estudos, assim como os demais temas tradicionais, como Ética, Diversidade e Políticas Públicas.
Prova e blocos temáticos
A estrutura de blocos temáticos foi ampliada de oito para nove. Sete blocos são para nível superior e dois para nível médio, sendo o bloco 8 voltado à área da Saúde e o bloco 9 à Regulação. Cada prova objetiva terá peso diferente conforme o nível do cargo:
- Nível superior: 90 questões (30 de Conhecimentos Gerais e 60 de Conhecimentos Específicos) + prova discursiva com duas perguntas dissertativas, totalizando 45 pontos.
- Nível médio: 68 questões (44 de Conhecimentos Gerais e 24 de Conhecimentos Específicos) + redação dissertativo-argumentativa de até 30 linhas.
Inscrições, prazos e avaliação
As inscrições vão até o dia 20 de julho e devem ser feitas no site da FGV. A taxa de inscrição é de R$ 70, com possibilidade de isenção até o dia 8 de julho para inscritos no CadÚnico, doadores de medula óssea, egressos do Fies e do Prouni.
A prova objetiva será aplicada no dia 5 de outubro e a prova discursiva, em 7 de dezembro, para os candidatos habilitados. A primeira lista de aprovados está prevista para 30 de janeiro de 2026.
Como escolher o melhor bloco
Candidatos com ensino médio completo devem optar entre os blocos 8 (técnico em saúde) e 9 (regulação). Já os candidatos com curso superior podem concorrer a qualquer um dos blocos de 1 a 7. Cada bloco é estruturado por áreas de atuação:
- Bloco 1: Saúde, Assistência e Previdência
- Bloco 2: Cultura e Educação
- Bloco 3: Ciência e Tecnologia
- Bloco 4: Engenharias e Arquitetura
- Bloco 5: Administração
- Bloco 6: Desenvolvimento Socioeconômico
- Bloco 7: Justiça e Defesa
Especialistas sugerem analisar o peso dos eixos temáticos de Conhecimentos Específicos dentro do bloco escolhido. Por exemplo, no bloco 6, o cargo de especialista em regulação da ANP tem 40% da pontuação concentrada em Gestão Estratégica e Regulação, o que exige preparação focada.
Estratégia para encarar a nova banca
Com a entrada da FGV como organizadora, os professores alertam que o estilo da prova mudou. Agora, o candidato precisa focar em interpretação de textos complexos, gramática avançada, além de se preparar para alternativas semelhantes e enunciados longos. A principal recomendação é estudar provas anteriores da FGV e adaptar o cronograma de estudos às exigências da nova disciplina de Tecnologia.
Distribuição das vagas
Das 3.652 vagas ofertadas, 2.480 são para início imediato (1.972 de nível superior e 508 de nível médio), e 1.172 para cadastro de reserva. O bloco com maior número de oportunidades é o bloco 5 (Administração), com 1.172 vagas, das quais 1.000 são para reserva no cargo de analista técnico-administrativo.
A escolha do bloco deve considerar não só a área de formação, mas também a quantidade de vagas, a concorrência estimada e a dificuldade da prova. Com um bom planejamento e foco nos temas centrais, os candidatos aumentam as chances de sucesso na seleção.
