A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, que morreu após passar por uma cirurgia plástica em Goiânia, havia desembolsado R$ 118 mil pelo procedimento e, segundo a irmã, Djiane Vieira, não chegou a se consultar presencialmente com o médico responsável antes da operação.
Andreia vivia na Espanha há cerca de cinco anos e voltou ao Brasil especialmente para realizar a cirurgia, que era considerada por ela um sonho antigo. De acordo com a família, a empresária vinha se preparando financeiramente havia aproximadamente dois anos para conseguir fazer o procedimento.
Segundo Djiane, todo o contato com a equipe médica ocorreu à distância, principalmente por meio do WhatsApp. A empresária teria feito ainda na Espanha os exames solicitados pela equipe e enviado os resultados antes de viajar para Goiânia.
A irmã afirma que Andreia só teria encontrado pessoalmente o médico no hospital, no dia em que a cirurgia foi realizada.
Família questiona atendimento e pede investigação
Djiane também relatou que um dos exames realizados pela irmã apresentou uma alteração relacionada a uma bactéria. Além disso, Andreia teria informado à equipe médica sobre os medicamentos que utilizava, entre eles hormônios.
Ainda conforme o relato da família, a orientação recebida foi para que ela interrompesse o uso desses medicamentos uma semana antes da cirurgia.
A família de Andreia afirma que houve negligência no atendimento e questiona as circunstâncias que antecederam e sucederam o procedimento.Na quarta-feira (20), o Ministério Público de Goiás (MP-GO) solicitou a abertura de um inquérito policial para apurar o caso e investigar uma possível ocorrência de homicídio culposo.
As circunstâncias da morte deverão ser esclarecidas durante a investigação, que deverá analisar o atendimento prestado à empresária, os exames realizados antes da cirurgia e as condições em que o procedimento foi feito.
