Um homem de 47 anos, empresário, foi preso na tarde desta quarta-feira em Belo Horizonte, após disparar contra o gari Laudemir de Souza Fernandes durante uma briga de trânsito. O tiro atingiu as costelas da vítima, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O empresário foi localizado horas depois em uma academia e foi autuado por homicídio qualificado, ameaça e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo informações do jornal O Dia, em audiências de custódia, o juiz Leonardo Damasceno ressaltou o comportamento violento e instável do empresário, lembrando que ele já tinha registros de agressão a ex-companheiras, incluindo fraturas nos braços, empurrões, socos e ameaças de morte. Em 2011, Renê também se envolveu em um atropelamento fatal no Rio de Janeiro, atingindo uma mulher de 50 anos enquanto pilotava uma moto sem habilitação adequada. Há ainda registros de episódios de violência doméstica em São Paulo, com agressões físicas e psicológicas a ex-companheiras.



Histórico e perfil do acusado
A Justiça rejeitou pedidos para relaxar a prisão e manter sigilo, mantendo a prisão preventiva de Renê. Testemunhas o reconheceram, e a perseguição policial foi constante desde o momento do crime, reforçando a decisão judicial. O juiz classificou o caso como hediondo, destacando a periculosidade do empresário.
Renê da Silva Nogueira Júnior é empresário, réu primário com residência fixa e, formalmente, bons antecedentes. No entanto, seu histórico inclui violência doméstica, agressões graves a mulheres e um acidente de trânsito com vítima fatal. Autoridades em diferentes estados já conheciam seu comportamento, e o assassinato do gari em Belo Horizonte evidenciou um padrão de atitudes agressivas e perigosas, levantando a necessidade de punição severa e atenção à segurança de terceiros.
