O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reagiu à declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que associou um candidato à Presidência a milicianos do Rio de Janeiro e, na sequência, citou integrantes da família Bolsonaro. Em resposta, o senador chamou o presidente de “gagá” e afirmou que pretende incluir facções criminosas e milícias entre os grupos classificados como terroristas.
“Vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Lula está gagá”, disse.
A declaração de Flávio ocorreu depois de Lula abordar o tema da segurança pública durante entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro. O presidente não citou diretamente o nome do senador, mas afirmou existir um candidato ao Palácio do Planalto com ligação com milicianos no estado.
Lula cita família Bolsonaro durante entrevista
Durante a entrevista, Lula ampliou a declaração e mencionou integrantes da família Bolsonaro ao falar sobre a atuação de milícias no país.
“Vou lhe dizer uma coisa que nem ia dizer: sabe que tem um candidato a presidente que é ligado aos milicianos do Rio de Janeiro? E, na hora que começar a analisar a situação do Rio de Janeiro, vai perceber que tem muita gente da família Bolsonaro metida com os milicianos neste país. Ou seja, é preciso limpar a política e a polícia. Esse é um trabalho árduo”, afirmou Lula.
Flávio Bolsonaro nega ter qualquer relação com milicianos. O senador também vem defendendo a classificação do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações narcoterroristas. Após a declaração de Lula, ele incluiu as milícias nessa proposta.
No plano de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio afirma que pretende declarar “guerra ao crime organizado” caso seja eleito.
“PCC, CV, milícias e todas as outras facções serão declaradas como organizações narcoterroristas. Elas serão combatidas com força, inteligência e integração para que seus líderes sejam presos e seus negócios ilícitos, asfixiados”, diz o documento.
Em agosto, durante um evento de campanha no Rio de Janeiro, o senador já havia utilizado um discurso semelhante ao tratar do combate às organizações criminosas. Na ocasião, afirmou que não pretendia “baixar a cabeça para bandido”.
“Já tô avisando: marginais, narcoterroristas, vocês têm até dezembro desse ano para meter o pé do Brasil, porque, a partir de janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra aos narcoterroristas”, disse Flávio Bolsonaro na ocasião.
