Um episódio revoltante envolvendo animais mobilizou moradores de uma área rural de Monte Santo, no centro do Tocantins. O gerente de uma fazenda teria castrado, por conta própria, 13 bois que pertenciam ao vizinho, prática considerada totalmente irregular. A motivação? Segundo ele, os animais atravessavam a cerca e causavam transtornos no local onde trabalhava.
Durante as investigações, o suspeito — cujo nome não foi divulgado — admitiu ter realizado o procedimento. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o gerente declarou que tomou a decisão por achar que os bois geravam “prejuízos financeiros e operacionais” para a propriedade.
A Polícia Civil apurou que a castração foi feita de maneira amadora, sem qualquer técnica adequada. O resultado, além de sofrimento para os animais, foi um dano estimado em R$ 70 mil ao dono do rebanho.




Responsabilidade pode se estender aos dois lados da cerca
Enquanto apuravam o crime, os agentes também perceberam falhas no manejo dos animais por parte do proprietário dos bois. Segundo a corporação, problemas na guarda do gado podem ter favorecido as invasões à fazenda vizinha, ampliando os conflitos entre as partes.
Com isso, o caso ganhou um novo rumo: o gerente deve responder por crime de maus-tratos, mas o dono dos bois também poderá ser responsabilizado administrativa ou judicialmente por suas próprias irregularidades.
As investigações continuam, e novas testemunhas serão ouvidas para esclarecer completamente o ocorrido.
