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Mulher fica internada em estado grave após usar caneta emagrecedora vendida ilegalmente; VEJA

Família aponta complicações severas após aplicação de medicamento sem prescrição
Kellen Oliveira Bretas Antunes (Foto Reprodução Redes Sociais)

Kellen Oliveira Bretas Antunes (Foto Reprodução Redes Sociais)

Uma mulher de 42 anos segue internada em estado grave em Belo Horizonte após complicações associadas ao uso de uma caneta emagrecedora adquirida de forma ilegal e sem indicação médica (20/01), na capital mineira. A paciente utilizou um produto trazido do Paraguai, segundo relato da família, e o quadro clínico evoluiu de forma preocupante desde a internação ocorrida em dezembro. As informações são do g1.

A auxiliar administrativa Kellen Oliveira Bretas Antunes deu entrada no hospital com dor abdominal intensa e, ao longo do tratamento, passou a apresentar alterações neurológicas. Médicos suspeitam do desenvolvimento de uma síndrome que afeta a musculatura, os movimentos corporais, a fala e o funcionamento de órgãos.

Riscos do uso de medicamentos sem registro e orientação médica

De acordo com familiares, exames iniciais indicaram intoxicação medicamentosa. A filha da paciente relatou dificuldades na análise do produto utilizado. “Em um primeiro momento ela foi internada com muita dor abdominal, e foi comprovada a intoxicação medicamentosa. Meu pai pegou a ampola aqui em casa, levou para o [Hospital] João XXIII para fazer a análise, e lá eles não conseguiram fazer a análise porque era um medicamento do Paraguai”, contou Dhulia Antunes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária alerta que apenas canetas emagrecedoras regulamentadas podem ser comercializadas no país. Produtos sem registro não oferecem garantias sobre procedência, eficácia ou composição, além do risco de conter substâncias diferentes das informadas.

Quando prescritos por profissionais de saúde, esses medicamentos podem auxiliar no tratamento da obesidade. No entanto, a compra por meio de revendedores não autorizados amplia os riscos. “Toda vez que você ingere um medicamento que você não sabe a procedência, pode conter tudo ali dentro. Essas canetas, a gente sabe que existe um todo um processo de produção delas, e às vezes você compra uma que não teve todo o cuidado necessário para a segurança e a eficácia do medicamento”, afirmou o endocrinologista Márcio Lauria.

O especialista reforçou que farmácias são o meio mais seguro para aquisição. “O ideal é você comprar na farmácia. Essas clínicas que manipulam esses medicamentos, que fazem de uma maneira diferente, a gente não recomenda isso, justamente porque quebra o processo de toda a confiabilidade de produção da medicação”, disse.

Em nota, a Anvisa informou que a fiscalização de clínicas é responsabilidade da Vigilância Municipal. A Prefeitura de Belo Horizonte afirmou que apreende produtos, aplica multas e pode interditar estabelecimentos quando identifica irregularidades, além de orientar a população a denunciar práticas suspeitas por canais oficiais como o portal de serviços e o telefone 156.

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