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Mulher que fingiu ser adolescente de 12 anos é indiciada por estelionato no Paraná

Mulher que fingiu ser adolescente de 12 anos é indiciada por estelionato no Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou Amanda Maria Souza da Oliveira pelo crime de estelionato. Além do caso em que se passou por uma adolescente de 12 anos em Joinville (SC), a investigação apura que ela também teria enganado integrantes de um grupo de oração em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, ao afirmar, em 2021, que estava com câncer em estágio terminal. Amanda foi interrogada na última semana, negou as acusações relacionadas ao caso no Paraná e acabou formalmente indiciada na sexta-feira (10/7). O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário.

A suspeita já havia sido presa em 2 de junho durante uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), que concluiu que ela utilizava uma identidade falsa para se apresentar como uma menina de 12 anos. Segundo a apuração, Amanda adotou o nome de “Gabriele” e dizia ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos e violência sexual, relato que comoveu membros de uma igreja em Joinville e motivou o apoio financeiro e o acolhimento oferecido pela comunidade.

Investigação revelou identidade verdadeira após denúncia

Com o passar dos meses, uma família ligada à igreja recebeu Amanda em casa e passou a tratá-la como filha. Ela viveu aproximadamente 14 meses com os moradores, que chegaram a organizar uma festa para comemorar o que acreditavam ser seu aniversário de 12 anos e demonstraram interesse em oficializar sua adoção.

Para manter a história, Amanda dizia ser autista e afirmava conviver com outros problemas de saúde. Ela também explicava sua aparência de adulta alegando que traumas vividos durante a infância teriam provocado alterações em seu desenvolvimento físico.

As investigações indicam ainda que a mulher adotava comportamentos infantilizados para reforçar a falsa identidade. Entre as atitudes relatadas estão o uso de mamadeiras, chupetas e objetos de apego para dormir, além de falar com voz mais fina e simular crises emocionais.

A fraude começou a ser descoberta depois que um familiar da família que a acolhia procurou a polícia para denunciar a situação. Durante a investigação, os agentes confirmaram que a suposta adolescente era, na realidade, uma mulher de 37 anos.

Em depoimento, Amanda admitiu que utilizava uma identidade falsa. Ao fim das investigações, ela foi indiciada pelos crimes de falsa identidade e estelionato.

alfinetei

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