Um ataque contra petroleiros atingiu o porto de Basra, no sul do Iraque, na noite de quarta-feira (11/03) no horário de Brasília, madrugada de quinta-feira (12/03) no horário local. A ofensiva provocou incêndios em embarcações, deixou um tripulante estrangeiro morto e levou ao fechamento dos portos de petróleo do país. As informações são do g1.
Imagens divulgadas por autoridades iraquianas mostram um dos navios petroleiros completamente tomado pelo fogo após a ação. De acordo com a agência Reuters, duas embarcações foram alvo de embarcações iranianas equipadas com explosivos.


Autoridades resgatam tripulantes e suspendem operações de petróleo
Após o ataque, equipes realizaram a evacuação de cerca de 25 tripulantes que estavam nas embarcações atingidas. O governo decidiu suspender o funcionamento dos portos de exportação de petróleo, enquanto portos comerciais continuam operando normalmente.
O diretor-geral da Companhia Portuária Iraquiana, Farhan al-Fartousi, afirmou à Agência de Notícias Iraquiana que trabalhadores do porto conseguiram retirar a tripulação de um petroleiro estrangeiro atingido nas águas do país. Segundo o dirigente, mais de 20 pessoas integravam a equipe desse navio.
O terminal portuário de Basra possui papel central na economia do Iraque, com participação de cerca de 80% nas exportações nacionais.
Conflito no Oriente Médio aumenta ataques no Golfo Pérsico
Dados da autoridade marítima do Reino Unido indicam aumento de ataques a navios na região. Com o caso mais recente, o total chegou a 16 ações no Golfo Pérsico desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Segundo autoridades internacionais, ações atribuídas ao regime iraniano atingiram embarcações e países do Oriente Médio como resposta a bombardeios norte-americanos e israelenses.
Países liberam reservas para conter alta do petróleo
Em meio ao avanço da tensão regional, os 32 países integrantes da Agência Internacional de Energia concordaram na quarta-feira (11/03) em disponibilizar 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas para tentar conter a alta dos combustíveis.
A decisão representa a maior liberação de estoques emergenciais já realizada pela entidade. O recorde anterior ocorreu em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, quando foram liberados 182,7 milhões de barris.
A guerra no Oriente Médio pressiona o mercado internacional de petróleo, especialmente após bloqueios no Estreito de Ormuz, rota considerada essencial para o transporte global de energia.
Dados da Agência Internacional de Energia apontam que cerca de 20 milhões de barris de petróleo e derivados passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz em 2025. A produção mundial, considerando petróleo bruto e derivados, alcança aproximadamente 100 milhões de barris por dia.
Os países membros da entidade mantêm atualmente mais de 1,2 bilhão de barris em estoques públicos emergenciais, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em reservas mantidas pela indústria por exigência governamental. O cronograma de liberação dessas reservas ainda não foi definido.
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