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PF abre inquérito sobre metanol em bebidas e suspeita de distribuição

Intoxicações no estado de São Paulo, com dez casos apenas em setembro, indicam uma possível rede criminosa com conexões que transcendem as fronteiras estaduais.
PF abre inquérito sobre metanol em bebidas e suspeita de distribuição

Nesta terça-feira (30), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, confirmou que a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar notificações que sugerem a distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol além dos limites do estado de São Paulo. Desde o começo de 2025, São Paulo já registrou 22 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Dez desses casos foram computados neste mês de setembro, reforçando a hipótese de uma contaminação recente. Cinzas pessoas morreram em decorrência das intoxicações. As informações são da Karolini Bandeira.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça considerou o número recente de notificações como “fora do padrão para o curto período de tempo”. O ministro Ricardo Lewandowski determinou a investigação. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou: “— Considerando nossa ocorrência, que do nosso ponto de vista é grave, nós determinados ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que abrisse um inquérito policial para verificar a procedência dessa droga e a rede possível de distribuição, que, ao que tudo indica, transcende os limites de um único estado. Tudo indica que há uma distribuição para além do estado de São Paulo, o que atrai a competência da Polícia Federal”.

Conexão com o crime organizado e plano de ação do governo

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o inquérito foi aberto na segunda-feira. O diretor-geral Andrei Rodrigues disse que existe suspeita de conexão com o crime organizado e operações passadas. O diretor-geral Andrei Rodrigues relembrou que, no último mês, a Polícia Federal participou da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal, que mira um esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis em São Paulo. O metanol, segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), é a mesma substância usada para adulterar produtos comercializados em postos de gasolina sob influência da facção.

O diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que existe uma possível conexão com investigações recentes. O diretor-geral Andrei Rodrigues disse: “— Há possível conexão com investigações recentes que fizemos agora, em toda cadeia de combustível (…) Agora, a investigação dirá se há ligação com o crime organizado e operações interiores”. O diretor-geral Andrei Rodrigues acrescentou que a Polícia Federal trabalhará na investigação em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo.

O ministro da Justiça explicou que o padrão das intoxicações mudou. O ministro Ricardo Lewandowski declarou: “— Esse tipo de intoxicação foge dos padrões comuns. Normalmente, a ingestão de metanol ocorria com relação a pessoas em situação de rua ou em vulnerabilidade. Houve uma mudança de padrão a partir de setembro, quando verificamos que essas intoxicações passaram a acontecer em bares e restaurantes sobretudo em São Paulo”. A Polícia Federal busca agora os locais onde as intoxicações aconteceram para iniciar fiscalizações, mas o número de bares não foi informado.

Em resposta à situação, o governo iniciou um plano de ação. No sábado, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) emitiu nota técnica para estabelecimentos que vendiam as bebidas alteradas, detalhando os cuidados necessários para evitar novas intoxicações. Na segunda-feira, a Senacon emitiu nota aos Procons de todos os estados, detalhando como lidar com a situação.

O secretário nacional do Consumidor, Paulo Pereira, disse que os órgãos têm a capacidade de comunicar os consumidores. O secretário Paulo Pereira afirmou: “— Eles têm a capacidade de comunicar os consumidores e os estabelecimentos. Teremos um radar se esses casos vão se espalhando para outros estados”. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o Ministério da Saúde deve enviar nota técnica às redes de saúde sobre a vigilância dos casos suspeitos nesta terça-feira.

O Ministério da Saúde informou que há suspeitas em cinco municípios de São Paulo: capital, Limeira, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra e mais uma cidade não informada. O óbito mais recente foi de um homem de 54 anos, morador do bairro da Mooca, na Zona Leste da capital. O homem apresentou sintomas em 9 de setembro e morreu no dia 15, mas apenas agora o caso foi associado à onda de intoxicações.

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