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Prima de Suzane von Richthofen aciona Justiça e pede devolução de carro

Defesa de prima do médico contesta atitudes após a morte e pede devolução de bem do espólio
Prima de Suzane von Richthofen aciona Justiça e pede devolução de carro

O processo de inventário de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, voltou a gerar repercussão e promete novos desdobramentos na Justiça. As advogadas que representam Silvia Magnani, prima do médico, vão protocolar uma petição exigindo a devolução imediata de um veículo retirado da residência do falecido e registrando formalmente a insatisfação com atitudes atribuídas a Suzane após a morte do familiar. A informação foi confirmada por fontes próximas ao caso à coluna de Fábia Oliveira.

Em nota encaminhada com exclusividade à colunista, a defesa de Silvia afirmou haver “grande preocupação diante dos episódios de saques, violações e invasões ocorridos na residência de Miguel Abdalla Netto”. O comunicado leva a assinatura das advogadas Marielli Helena Arruda e Débora Cristina Vaccari, que acompanham o processo de inventário.

Questionamentos sobre decisões sem autorização judicial

Segundo o texto enviado pelas representantes legais, a situação teria se agravado diante de medidas tomadas sem aval da Justiça. “Causa profunda indignação a informação de que houve até troca das fechaduras do imóvel e subtração planejada de um veículo que faz parte do espólio sem qualquer autorização judicial prévia”, diz outro trecho da nota.

As advogadas sustentam que os acontecimentos reforçam a necessidade de que o inventário seja conduzido por alguém “idôneo, responsável e comprometido com a legalidade”, com o objetivo de resguardar os bens deixados pelo médico e preservar a honra da família. A defesa também ressaltou que Silvia Magnani foi responsável pelos trâmites do sepultamento e colaborou com as autoridades nas investigações sobre a morte e as invasões ao imóvel.

O embate jurídico ocorre após Suzane von Richthofen informar à Justiça que teria adotado medidas consideradas urgentes para proteger o patrimônio do tio, alegando que ainda não havia uma pessoa oficialmente nomeada para administrar o espólio. Entre as ações relatadas, Suzane afirmou ter mandado soldar o portão externo e a porta da casa, localizada no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo, após uma invasão.

Além disso, Suzane comunicou ao juízo que retirou da garagem um veículo avaliado em mais de R$ 120 mil, transferindo-o para um local que considerou mais seguro. Ela também apresentou documentos no processo com os quais tenta comprovar sua condição de herdeira. O patrimônio deixado por Miguel Abdalla Netto é estimado em cerca de R$ 5 milhões, valor que amplia ainda mais a disputa em torno da administração dos bens.

alfinetei

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