O vídeo do estupro coletivo de duas crianças de 7 e 10 anos foi compartilhado pelo maior de idade participante do delito, declarou o delegado da Polícia Civil, Júlio Geraldo, no UOL News, do Canal UOL.
O delegado disse que o homem de 21 anos, identificado como Alessandro Martins dos Santos, foi preso na Bahia após representação feita pela polícia de São Paulo. Os outros quatro envolvidos, que são menores, também estão detidos. Todos confessaram o crime.




“O estupro de vulneráveis é um crime hediondo. A questão da divulgação é um crime gravíssimo. O que a gente tem até esse momento é que o maior, entre os envolvidos, colocou o vídeo no WhatsApp, achando que não fosse nada, achando que fosse alguma coisa desimportante. Aí você veja o tamanho da insensibilidade moral dessa pessoa. E aí foi aquela coisa de divulgação viral. Nós vamos investigar, sim, se alguém divulgou isso com intenção mais maliciosa do que isso, mas me parece, por enquanto, que a gente pode afirmar que foi uma divulgação viral. E a gente aproveita para pedir para que as pessoas sejam responsáveis e não dar continuidade para evitar revitimização dessas crianças”
Nesse momento, a gente tem comandamento das investigações, todos os adolescentes envolvidos já custodiados, já apreendidos, e resta trazer o maior de idade envolvido que está no estado da Bahia.
Ele acrescentou que o crime tem autoria “incontroversa” e que a polícia trabalha para encerrar o caso em prazo curto, mas sem abrir mão de diligências pendentes.
Polícia São Paulo
A Polícia de São Paulo vai encerrar esse caso muito rapidamente, mas com cuidado. Embora haja notícias de envolvimento só desses que já estão agora identificados, a gente tem que exaurir todas as possibilidades investigativas.
Questionado sobre a diferença de tratamento penal entre os adolescentes e o adulto, o delegado afirmou que os menores podem ficar presos até os 21 anos e que o maior de idade pode receber sentença superior a 20 anos.
A divulgação de material de pedofilia é um crime gravíssimo e hediondo. E o estupro de vulnerável é dos crimes mais graves que existem. Trata-se de crimes hediondos, com progressão de regime muito mais severo.
Segundo ele, a Polícia Civil buscou reduzir a exposição dos familiares e garantir suporte multidisciplinar após o crime. O delegado afirmou que há preocupação com a situação de vulnerabilidade social e com a estrutura familiar dos envolvidos.
