A juíza federal María Eugenia Capuchetti determinou ao governo de Javier Milei que preserve as imagens das câmeras de segurança que possam ter registrado a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) pela Argentina. O parlamentar viajou acompanhado da esposa e das duas filhas, deixou o país em direção ao Equador e posteriormente seguiu para Miami, onde desembarcou na quarta-feira (28/10).
De acordo com a publicação argentina, a determinação foi emitida nesta quinta-feira (29/10). A magistrada solicitou que diferentes órgãos responsáveis pela segurança e pelo controle de fronteiras mantenham preservados os registros relacionados à passagem do senador pelo território argentino.
Justiça solicita registros de entrada e informações diplomáticas
Entre os órgãos acionados estão a Direção Nacional de Migrações, a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA), a Polícia de Segurança Aeroportuária e a Gendarmeria Nacional, força federal de segurança da Argentina.
As instituições atuam em áreas pelas quais Flávio Bolsonaro e seus familiares teriam passado durante a entrada no país, incluindo o aeroporto de Puerto Iguazú, os setores de controle aduaneiro e a ponte internacional Tancredo Neves, que liga a Argentina ao Brasil.
Além da preservação das imagens, Capuchetti determinou que a Direção Nacional de Migrações apresente todos os registros referentes às entradas de Flávio Bolsonaro na Argentina.
A magistrada também solicitou informações à Chancelaria argentina para saber se o órgão recebeu algum pedido de cooperação de autoridades estrangeiras relacionado à situação judicial ou migratória do senador.
Ao final da decisão, a juíza pediu acesso à investigação conduzida pela Justiça Federal de Puerto Iguazú. O procedimento busca verificar se houve alguma irregularidade na entrada de Flávio Bolsonaro e de seus familiares em território argentino.
