Donald Trump voltou a comentar as eleições presidenciais brasileiras nesta quinta-feira (29). O presidente dos Estados Unidos afirmou que não apoiou candidatos nem interferiu na disputa, alegando que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia pedido que ele não tomasse partido. Apesar disso, Trump criticou o cenário eleitoral e disse que pretende conversar com o presidente brasileiro em breve.
“Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro”, declarou Trump. Em outra fala, ele afirmou que acompanhou a votação sem se posicionar a favor de nenhum dos candidatos e mencionou a queda do mercado financeiro ao comentar o resultado.
“Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente (Lula) — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei. Mas, ao observar o que aconteceu no Brasil… bem, basta olhar para o mercado. O mercado despencou. Enfim, achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, afirmou Trump.
Trump ainda não reconheceu vitória de Lula
Até o momento, Trump não reconheceu publicamente a vitória de Lula, segundo as informações divulgadas. Na quarta-feira (28), o presidente norte-americano já havia classificado as eleições brasileiras como “muito estranhas”, sem apresentar provas para sustentar a declaração.
Trump também não comentou publicamente a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado na disputa presidencial, na qual o senador se autodeclarou presidente do Brasil.
Postura contrasta com apoio a candidatos estrangeiros
A declaração de Trump chama atenção diante de seu histórico recente de manifestações em favor de candidatos de outros países latino-americanos. Entre os nomes que receberam seu apoio estão Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador, além de políticos da Colômbia, da Bolívia e do Chile.
Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro, Trump sinalizou que pretende manter o diálogo com Lula. A previsão de uma conversa entre os dois presidentes ocorre em meio às declarações do norte-americano sobre a eleição e às incertezas em torno de sua posição oficial diante do resultado.
