A escolha de quem ficará à frente do Ministério da Cultura em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já movimenta os bastidores políticos. De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, o ator Wagner Moura, o cantor Chico César e a deputada federal eleita Maria Marighella estão entre os nomes cogitados para assumir a pasta.
Atualmente, o ministério é comandado por Margareth Menezes, que ocupa o cargo desde 2023. A definição de um possível sucessor, no entanto, ainda não foi anunciada oficialmente.
Wagner Moura une projeção internacional e posicionamento político
Indicado ao Oscar por sua atuação em O Agente Secreto, Wagner Moura tem demonstrado envolvimento em debates políticos e culturais. Durante a campanha eleitoral, o ator manifestou apoio a Lula e também participou de iniciativas relacionadas às discussões sobre os impactos das políticas culturais do governo Jair Bolsonaro.
Moura esteve entre os signatários de uma carta direcionada à Academia de Hollywood que abordava os efeitos das medidas adotadas na área cultural durante a gestão anterior e expressava preocupação com a possibilidade de uma vitória de Flávio Bolsonaro.
O artista também participou de um episódio do programa Revelando, no qual discutiu alegações envolvendo Donald Trump e Flávio Bolsonaro em um suposto plano contra o Brasil.
Chico César já ocupou cargos na gestão cultural
Outro nome citado é o de Chico César, que reúne experiência artística e atuação na administração pública. O cantor presidiu a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) em 2009 e, posteriormente, comandou a Secretaria de Cultura da Paraíba entre 2011 e 2014.
Além da trajetória na gestão cultural, o artista lançou o trabalho Fofo e declarou apoio à candidatura de Lula. Sua experiência em órgãos públicos o coloca entre os nomes mencionados nas especulações sobre o comando da pasta.
Maria Marighella tem trajetória ligada às políticas culturais
Maria Marighella também aparece entre as possíveis escolhas. Atriz e ativista cultural, ela foi eleita vereadora de Salvador em 2020 e, posteriormente, assumiu a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), após se licenciar do mandato municipal.
Em 2026, foi eleita deputada federal pelo PT da Bahia. Sua atuação no setor cultural e sua trajetória política estão entre os elementos que a colocam no radar das articulações para o Ministério da Cultura.
Até o momento, os três nomes são tratados como possibilidades, sem confirmação de que algum deles assumirá o cargo. A permanência ou a substituição de Margareth Menezes dependerá das definições políticas para a composição de um eventual novo governo.
