Na terça-feira (31/03), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Geraldo Alckmin será candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição, durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. As informações são do g1.
O atual vice-presidente deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio para se adequar às regras eleitorais, que exigem afastamento de cargos no Executivo até seis meses antes da eleição. A legislação não se aplica aos cargos de presidente e vice-presidente, mas atinge ministros que pretendem disputar o pleito.



Governo prevê mudanças com saída de ministros para eleições
Durante o encontro, Lula indicou que pelo menos 14 ministros deixarão os cargos para concorrer nas eleições, enquanto outros quatro devem oficializar a saída nos próximos dias. A medida atende à legislação que busca evitar uso da estrutura pública em campanhas eleitorais.
Entre os nomes que devem deixar funções estão Fernando Haddad, que pretende disputar o governo de São Paulo, além de Renan Filho, Rui Costa e Gleisi Hoffmann, que devem concorrer a cargos legislativos.
Outros integrantes do governo também avaliam candidaturas, como Simone Tebet, Marina Silva e Carlos Fávaro.
Estratégia para continuidade administrativa
O governo federal pretende reduzir impactos administrativos com as saídas. Em alguns ministérios, secretários-executivos devem assumir temporariamente as funções para manter a continuidade das políticas públicas.
Um exemplo citado envolve a substituição na área econômica, com a saída de Haddad e a entrada de Dario Durigan, que já ocupava posição estratégica na pasta.
O presidente também indicou que nem todas as substituições seguirão o mesmo modelo, com possibilidade de escolha de outros nomes alinhados ao governo para comandar determinados ministérios.
