O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende se aproximar do eleitorado evangélico na reta final da campanha com uma mensagem que associa sua trajetória política à fé e apresenta propostas voltadas à proteção das famílias brasileiras.
Presidente fala em proteção divina e valores familiares
Na carta, Lula afirma que, embora não seja evangélico, compartilha com esse público a preocupação com o bem-estar das famílias. O presidente também atribui sua chegada ao comando do país à proteção divina e à orientação de Deus.
Entre as iniciativas mencionadas estão a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets, e a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1. Sobre a jornada de trabalho, Lula argumenta que mais tempo livre pode fortalecer os laços familiares e permitir maior participação em atividades religiosas.
Lula pede orações antes da eleição
O presidente também declara que não pode ser responsabilizado por políticas que determinem o fechamento de templos. Ao final da mensagem, pede que os evangélicos orem e busquem discernimento em Deus para decidir seu voto.
Campanha cria canal voltado ao público cristão
A estratégia de aproximação com os cristãos inclui ainda um canal da campanha no WhatsApp. A iniciativa foi apresentada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é católico, e pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que é evangélico.
Na divulgação, Alckmin afirmou que o espaço reunirá informações sobre os compromissos da campanha com crianças, adolescentes, famílias e o futuro do Brasil.
