Um relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa de Jair Bolsonaro aponta uma piora nas crises de soluço enfrentadas pelo ex-presidente na última terça-feira (9) e quarta-feira (10). Segundo o documento, os episódios se intensificaram nos últimos dias, levando a equipe médica a ajustar a dosagem dos medicamentos utilizados no tratamento.
Médicos querem investigar causa dos sintomas
De acordo com o relatório, os profissionais responsáveis pelo acompanhamento de Bolsonaro solicitaram a realização de novos exames para identificar a origem das crises recorrentes. Entre os procedimentos indicados estão uma endoscopia digestiva alta, uma manometria esofágica de alta resolução e uma pHmetria gástrica.
O objetivo é verificar possíveis alterações no sistema digestivo que possam estar relacionadas ao agravamento dos sintomas.




Situação será analisada pelo STF
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, benefício concedido em razão de seu quadro de saúde. A medida tem duração de 90 dias, prazo que está próximo do fim.
Com isso, caberá ao ministro Alexandre de Moraes avaliar se o ex-presidente continuará cumprindo pena em casa ou se retornará ao sistema prisional.
A defesa argumenta que Bolsonaro segue sob acompanhamento médico constante, em recuperação de problemas de saúde recentes e de condições crônicas já conhecidas. Em setembro de 2025, o ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado.
