Ao autorizar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apresentou um balanço detalhado dos atendimentos médicos e atividades realizadas pelo político durante o período em que esteve preso na unidade conhecida como Papudinha. As informações são do Metrópoles.
Segundo o magistrado, Bolsonaro recebeu 206 atendimentos médicos ao longo de 56 dias, o que representa uma média de aproximadamente 3,67 atendimentos por dia durante sua permanência no local.




Relatório aponta rotina intensa de cuidados e visitas
O detalhamento apresentado por Moraes mostra que o ex-presidente teve acesso frequente a cuidados de saúde e outras atividades durante o período de detenção.
Entre os registros destacados estão:
- 206 atendimentos médicos realizados ao longo de 56 dias
- Visitas liberadas de familiares próximos, incluindo esposa, filhos, filha e enteada, sem necessidade de novas autorizações
- 40 visitas de terceiros, previamente autorizadas pela defesa
- 18 sessões de fisioterapia
- 48 atividades físicas, incluindo caminhadas
- Atendimento de advogados em 40 dias distintos
- Assistência religiosa, com serviços de capelania em seis ocasiões
Os dados foram citados pelo ministro como parte da fundamentação que analisou as condições de saúde e tratamento oferecidas durante o período em que Bolsonaro permaneceu preso.
Prisão domiciliar foi concedida por razões médicas
A decisão que concedeu a prisão domiciliar ocorreu após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República ao pedido feito pela defesa do ex-presidente.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de broncopneumonia. Com a autorização judicial, ele passará a cumprir pena em casa por um prazo inicial de três meses.
Entre as medidas cautelares impostas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além da proibição de utilizar celular, gravar vídeos ou acessar redes sociais durante o período da prisão domiciliar.
