A poucas semanas do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, integrantes do Supremo Tribunal Federal avaliam que a manutenção da medida é uma possibilidade concreta. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, relatórios médicos recentes apontam que o ex-presidente ainda apresenta problemas de saúde que exigem acompanhamento.




O que pesa na avaliação do STF?
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde que recebeu alta hospitalar após um período de internação motivado por um quadro de broncopneumonia. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e termina em cerca de duas semanas.
De acordo com a publicação, ministros avaliam que o ex-presidente não descumpriu as medidas cautelares impostas pela Justiça e não há registros de interferência nos processos em andamento. Além disso, boletins médicos relatando crises persistentes de soluços e outras complicações de saúde são considerados fatores relevantes para uma eventual prorrogação do regime domiciliar.
Outro aspecto discutido nos bastidores do STF seria o cenário político. A proximidade do período eleitoral faz com que qualquer mudança na situação jurídica de Bolsonaro tenha potencial para gerar repercussão entre aliados e apoiadores.
Nos bastidores políticos, interlocutores da família Bolsonaro afirmam que uma eventual permanência do ex-presidente em prisão domiciliar pode influenciar estratégias eleitorais futuras. Entre os cenários mencionados está uma possível candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal, além do fortalecimento de campanhas ligadas ao grupo político da família.
