O chatbot Grok, desenvolvido pela empresa de inteligência artificial ligada a Elon Musk, passou a restringir parte da geração de imagens na rede social X após polêmica internacional envolvendo pedidos para “despindo digitalmente” pessoas, inclusive menores de idade, nos Estados Unidos, na quinta e sexta feira (8 e 9 de janeiro). As informações são do CNN Brasil.
A limitação afeta a função Imagine dentro do X e passou a valer apenas para usuários com assinatura paga. Contas sem pagamento recebem a mensagem automática “A geração e edição de imagens estão atualmente limitadas a assinantes pagos”, acompanhada de um link para adesão ao serviço.



Restrição não alcança todas as formas de uso do Grok
Apesar da mudança, outras interações seguem liberadas. Usuários continuam podendo editar imagens por meio de um botão disponível em fotos publicadas no X, sem exigência de assinatura.
Além disso, a geração de imagens e vídeos permanece gratuita nos canais próprios do Grok fora da rede social, como site e aplicativo. A limitação se concentra na função em que usuários marcam o chatbot em publicações públicas para solicitar criações visuais.
Antes da polêmica ganhar força, a CNN informou que Musk demonstrou insatisfação com barreiras de segurança do Grok Imagine durante uma reunião interna na xAI. Nas semanas anteriores à controvérsia, três integrantes relevantes da equipe de segurança deixaram a empresa, entre eles o responsável pela área de produtos.
Autoridades do Reino Unido, da União Europeia, da Malásia e da Índia manifestaram preocupação com os controles da ferramenta e com o que muitos classificam como pornografia deepfake. Um porta voz do primeiro ministro britânico Keir Starmer afirmou à BBC que a medida “simplesmente transforma um recurso de IA que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium”.
Durante o período de maior repercussão do tema no X, dirigentes da plataforma, incluindo Musk e o chefe de produto Nikita Bier, destacaram índices elevados de engajamento na rede.
Na mesma semana, a xAI anunciou a conclusão da rodada de financiamento Série E, superando a meta inicial de US$ 15 bilhões e alcançando US$ 20 bilhões em aportes de investidores. Um representante do X não respondeu ao pedido de posicionamento feito pela CNN.
