Especialistas recomendam atenção redobrada à dieta de pacientes que utilizam medicamentos para perda de peso, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida. Essas substâncias, conhecidas como canetas emagrecedoras, reduzem o apetite e contribuem para a perda de peso, mas podem comprometer a massa muscular e causar deficiências nutricionais quando não há acompanhamento alimentar adequado. As informações são do g1.
Com a diminuição da fome, muitos pacientes deixam de fazer refeições regulares, o que prejudica a composição corporal. Durante a retirada progressiva da medicação, manter uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis é considerado essencial para evitar o reganho de peso.




Estratégias alimentares ajudam a reduzir efeitos adversos dos medicamentos
Entre os efeitos mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia e constipação, especialmente no início do tratamento. Para amenizar esses desconfortos, especialistas orientam fracionar as refeições ao longo do dia, evitar alimentos muito gordurosos, manter boa hidratação e moderar o consumo de bebidas alcoólicas.
A redução na ingestão calórica, que pode chegar a 40%, aumenta o risco de falta de nutrientes importantes como vitamina D, cálcio e vitamina B12. Para compensar, nutricionistas indicam priorizar alimentos como feijões, lentilhas, ovos, peixes, castanhas, carnes magras e laticínios, garantindo o consumo diário de 80 a 120 g de proteínas.
A prática regular de exercícios de resistência e atividades aeróbicas tem papel decisivo na preservação da massa muscular e da densidade óssea, podendo ser associada à suplementação, conforme orientação profissional.
Além dos efeitos físicos, essas medicações modificam o comportamento alimentar ao reduzir a chamada “food noise”, a preocupação constante com comida, e diminuir a vontade de consumir doces e ultraprocessados. Mesmo assim, o acompanhamento nutricional e psicológico continua sendo uma etapa indispensável para manter uma dieta equilibrada e evitar recaídas.
