Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, foi aprovado no Brasil para tratar diabetes tipo 2 e estará disponível nas farmácias brasileiras durante a primeira quinzena de maio. Além disso, chama a atenção por sua ação sobre o apetite e a perda de peso. O medicamento, que contém tirzepatida, é administrado semanalmente por meio de um dispositivo parecido com uma caneta.
O fármaco já está sendo utilizado antes mesmo de ter a venda liberada no país, por meio de pessoas que o trazem do exterior. Com o aumento da procura e da curiosidade sobre seus efeitos, há um alerto: o uso fora das indicações pode trazer riscos desnecessários.




Por enquanto, o Mounjaro foi aprovado no Brasil apenas para tratamento de diabetes tipo 2. No entanto, em outros países, como nos Estados Unidos, a mesma substância é liberada também para o tratamento da obesidade, sob o nome comercial Zepbound.
Os preços devem variar entre R$ 1.406,75 e 2.384,34, dependendo da dosagem e do canal de compra. Essas cifras, que representam o custo mensal do tratamento, foram anunciadas pela farmacêutica para pacientes inscritos em um programa de desconto.
Quais são as principais contraindicações do Mounjaro?
O medicamento não deve ser usado por pessoas com carcinoma medular de tireoide, um tipo raro de câncer, nem por gestantes. Segundo a médica, essa é uma precaução comum a toda a classe dos agonistas de GLP-1. “Não é que o remédio cause a doença, mas há uma orientação de segurança com base em estudos feitos em roedores”, aponta.
Como o Mounjaro é administrado e em que doses será vendido?
A aplicação é feita uma vez por semana, por via subcutânea, com o uso de uma caneta de aplicação. No Brasil, o remédio será comercializado uma versão de uso único: a pessoa aproxima a caneta da pele, aperta o botão e descarta o dispositivo após o uso. Em outros países, como os Estados Unidos, há modelos reutilizáveis, nos quais o usuário seleciona a dose e aplica o medicamento mais de uma vez com a mesma caneta.
