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Saiba com proteger cães e gatos durante ondas de calor

Saiba com proteger cães e gatos durante ondas de calor

Veterinários destacam a importância de cuidados especiais com cães e gatos durante o verão, quando as temperaturas podem ultrapassar 40°C em diversas regiões do país. O bloqueio atmosférico que mantém o ar quente no território brasileiro não afeta apenas os seres humanos; os animais também sofrem os efeitos do calor intenso. As informações são do Estadão Conteúdo.

O impacto do calor nos pets exige atenção dos tutores, que devem adotar medidas para reduzir o risco de complicações de saúde nos animais. Manter horários adequados para passeios, controlar a temperatura do ambiente e oferecer alimentos frescos são estratégias fundamentais.

Orientações para tutores durante altas temperaturas

Especialistas indicam que os passeios devem ocorrer em horários mais frescos do dia. Luiza Mahin, médica veterinária, recomenda: “A partir de 9h, 10h, já está muito quente. O passeio tem que ser de manhã muito cedinho, 6h, 7h, 8h no máximo”. Alexandre Antônio acrescenta: “Das 9h da manhã até 17h, 18h da tarde, é expressamente proibido nesse calor de verão que está acontecendo. O ideal é sempre escolher horários mais cedo, das 6h até as 7h, 8h no máximo, ou a partir das 19h.”

Além dos horários, o ambiente e a alimentação são determinantes para o bem-estar do animal. Manter o local fresco e oferecer alimentos gelados ajuda na regulação da temperatura corporal. “Uma fruta congelada, fazer um gelinho para eles de melancia, de banana, tudo bem picado. Até mesmo com o próprio sachê ou com uma alimentação natural, com franguinho congelado, fazendo um gelinho de frango”, explica Luiza.

Outra medida é utilizar tapetes e toalhas geladas para que os pets possam se deitar e se refrescar. Alexandre orienta congelar tapetinhos higiênicos e toalhas para espalhar pela casa ou colocar embaixo da caminha do animal. Luiza menciona também o uso de tapetinhos gelados vendidos em pet shops e pano umedecido com água fria nas axilas e região inguinal.

É fundamental evitar práticas perigosas. Alexandre alerta: “Nunca deixar o pet dentro do carro. ‘Vou ali no mercado rapidinho e deixo o pet dentro do carro.’ Eu já vi muitas tragédias, muitos óbitos acontecendo por causa desse descuido. Em cinco ou dez minutos dentro do carro, o animal pode desenvolver hipertermia, desidratação severa e vir a óbito.”

Cães e gatos possuem mecanismos diferentes dos humanos para regular a temperatura corporal. Luiza observa: “Diferentemente dos humanos, que transpiram por toda a superfície do corpo, cães e gatos fazem a troca de calor do corpo com o ambiente principalmente pela respiração. Como eles têm essa dificuldade por conta do calor, acabam adquirindo hipertermia.”

Raças pequenas e braquicefálicas são mais vulneráveis ao calor. “Nesta época do ano, de dezembro a fevereiro, pegamos muitos casos de animais com hipertermia. Os mais comuns são os animais de pequeno porte e os braquicefálicos (com focinho achatado)”, explica Luiza. Entre os cães, os grupos mais afetados incluem yorkshire, pinscher, shih-tzu, bulldog, american pit bull e bulldog francês; entre os gatos, os persas. Alexandre acrescenta que cães grandes com muito pelo, como golden retriever, samoieda e são-bernardo, também necessitam de cuidados redobrados.

Sinais de alerta indicam que o animal pode estar sofrendo com o calor. Luiza descreve: “Animais chegam arfando muito e com dificuldade para respirar. As línguas já estão um pouco arroxeadas, por conta da dificuldade da troca gasosa, do oxigênio.” Alexandre detalha outros sinais importantes: língua arroxeada, abdômen avermelhado, remela nos olhos, dificuldade para caminhar, animal cansado deitando no chão e patinhas queimadas.

A atenção do tutor é essencial. “Jamais devem ser ignorados esses sinais, porque é uma condição que pode levar o animal a óbito”, alerta Alexandre. Ele reforça que sintomas leves podem ser confundidos com calor comum, mas a condição pode evoluir rapidamente. Luiza completa: “Observou que o seu animal não está bem, está com dificuldade respiratória, a língua está arroxeada, está caminhando com dificuldade, está deitando no chão, está cansado? Isso pode ser um sintoma de hipertermia. O ideal é procurar uma clínica veterinária para atendimento médico adequado, de pronto atendimento.”

alfinetei

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